Caronas que Inspiram – Flavia Melissa

Flavia Melissa é psicologa, Pós-graduada em Acupuntura Tradicional Chinesa e Moxibustão no Brasil e na China. É Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) e instrutora de Qi Gong Medicinal e terapeuta Floral de Minas. Seu Projeto Vagalume é um sucesso no  Youtube.

Conte um pouco sobre a sua história. Onde nasceu, formação acadêmica, trabalho.
Nasci em São Paulo capital. Sou formada em Psicologia, Especializada em Psicologia Clínica e Pós-graduada em Acupuntura Tradicional Chinesa e Moxibustão no Brasil e na China, onde morei durante o ano de 2010. Sou Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) e instrutora de Qi Gong Medicinal. Fui iniciada em Filosofia Taoísta pela Sociedade Taoísta do Brasil e também sou Terapeuta Floral de Minas. Atualmente estou fazendo o curso de capacitação para professores de Yoga e estou mega empolgada com isso!

Faço atendimentos clínicos e orientações na área da Bioenergia, aliando técnicas transpessoais à Medicina Chinesa, diversas técnicas meditativas e modalidades de Qi Gong. Também coordeno e conduzo vivências na área de Bioenergia e Desenvolvimento Pessoal e participo de encontros, seminários e congressos na área da Saúde, Medicina Chinesa, Qualidade de Vida e Motivação como palestrante. Tenho um projeto de vídeos no YouTube (conheça AQUI!) que é a menina dos meus olhos.

No ano de 2012 idealizei e organizei uma viagem de estudos em Medicina Chinesa para a China! Acompanhei o grupo de dezoito alunos para um período de 3 semanas de estudos intensivos na Shanghai University of Traditional Chinese Medicine, na cidade de Shanghai, China, além de um período de imersão no turismo cultural nas Montanhas de Wudang, berço do taoísmo e das artes marciais.

Agora, muito além de tudo isso: sou, neste plano de existência, tempo e espaço, um ser profundamente apaixonado pelos outros seres e absolutamente comprometido com o ideal de ajudar a humanidade, individual e coletivamente, a caminhar no sentido do despertar para a realidade de que somos todos cocriadores, o centro de nosso Universo, o projetor localizado no fundo da sala de cinema, onde o filme realmente acontece; todo o resto é a tela em branco, apenas jogo de luz e sombras. Eu sou uma pessoa cuja Missão maior é me permitir ser quem eu sou, essência divina e perfeita, cada vez mais – e espero ajudá-lo a reconhecer em si mesmo o sagrado que existe em você e em todos os seres.

Não me interessa o nome, o sexo, a religião. Se é casado ou solteiro, se tem filhos, se estudou, no que trabalha, onde já esteve e o que já fez: o que me interessa é saber se você está pronto para se permitir desabrochar e, tal qual um botão de flor, manifestar no exterior o que existe dentro de você – o que sempre existiu, e sempre irá existir depois que você não estiver mais aqui, ainda que mude de forma.

Meu maior desejo é ajudar as pessoas a compreender a verdade de que não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual: somos seres espirituais vivendo uma experiência humana. Nós somos o Universo, Deus, experimentando a si mesmo, em nossos corpos.

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Como surgiu a ideia de gravar os vídeos? Como e quando eles começaram a viralizar?
Acredito que os vídeos acabaram sendo a consequência natural de uma série de fatores que existiam na minha vida durante o ano de 2011 e 2012, mais precisamente em 2012, quando comecei a compartilhá-los com o público. Sim, porque demorou bastante tempo entre eu ter começado a gravá-los e tomar a decisão de compartilhá-los com completos desconhecidos! Em 2011 eu tinha acabado de voltar da China, onde tinha ido viver para me aprofundar nos conhecimentos da Medicina Chinesa, após me pós-graduar no Brasil, e estava completamente sem rumo.

Tinha investido todo o meu dinheiro neste desafio e, ao voltar para o Brasil, as coisas não fluíram do modo como eu esperava e eu estava hiper sem grana, com tempo demais e um baita conflito emocional a respeito de ter feito ou não a coisa certa ao me mudar de mala e cuia pro outro lado do mundo, depois de ter abandonado a psicologia clássica e uma clínica estruturada para tentar uma área profissional nova; apesar de acreditar, de todo o meu coração, que havia feito a coisa certa, os resultados que estava obtendo me decepcionavam e eu sofria. Eu atendia a alguns pacientes, mas o trabalho que desempenhava estava longe de conseguir pagar as contas, e minha realidade era a de que, aos 31 anos de idade, eu era totalmente dependente financeiramente da minha mãe, e me sentia péssima por isso.

Nesta mesma época eu atendia a um paciente soropositivo que, na ocasião, estava muito debilitado e não conseguia ler, e este era um de seus principais passatempos. Ele estava lá com as crises dele, eu com as minhas, e havia começado a ler um livro extremamente importante para o meu processo que se chamava “O Monge que vendeu sua Ferrari”, de Robin Sharma. A cada atendimento, enquanto ele ficava deitadinho com as agulhas, eu contava para ele o que tinha aprendido naquela semana com minha leitura, e ele começou a gravar no celular nossas sessões, as coisas que conversávamos, para mais tarde escutar. Nossas conversas eram muito produtivas, de modo que tive o insight de começar a gravar um resumo de cada capítulo do livro primeiramente pensando nele, mas também pensando em um grupo de portadores de Transtornos Alimentares do qual participava na internet.

Eu tinha tempo demais, trabalho de menos e estava tomando um monte de tapas na cara da vida, e resolvi compartilhar minha jornada com outras pessoas. Com o tempo comecei a compartilhar os links com outros pacientes, e também com alguns amigos; algumas pessoas começaram a pedir para compartilhar os vídeos, que até então eram privados e necessitavam do link para serem assistidos, com seus amigos e familiares, e me dava tanto trabalho ficar entrando no YouTube e copiando e colando os links que tornei os vídeos públicos, e deu no que deu! Hoje minha vida gira praticamente em torno de tudo o que os vídeos me proporcionaram, de amigos a um amor, passando por todos os pacientes, eventos e parceiros que surgiram ao longo destes quase dois anos. Sinto-me muito grata por ter ouvido meu coração e começado a gravar estes vídeos!

Como equilibra o tempo entre trabalho e lazer?
Confesso que este tem sido meu maior desafio hoje em dia. E não apenas pela questão básica de falta de tempo, que acomete todos os seres humanos do planeta. Mas pelo fato de que, no meu caso, trabalho e lazer estão intrinsecamente ligados! Gravar um vídeo, por exemplo: é trabalho ou lazer? Escrever um post para o Face ou Instagram? Não é trabalho, é necessidade!

Se eu não tivesse um namorado, trabalharia mais de doze horas por dia, com toda a certeza… E olha que o Ricardo ainda participa de quase todos os meus projetos e está envolvido, de uma forma ou de outra, com absolutamente tudo o que faço, então muito de nosso tempo juntos ainda é dedicado ao Projeto Vagalume, que é o apelidinho que dei para todas as iniciativas que tenho tido de levar um pouco mais de consciência à vida das pessoas – seja através das redes sociais, ou dos retiros e cursos de final de semana, seja através dos atendimentos que realizo ou destas entrevistas que dou.

Mas “coerência” é uma palavra muito importante no meu vocabulário, porque não posso vender uma ideia que eu mesma não compro. Então meu referencial de tempo a ser dedicado em cada coisa vem do quanto consigo dedicar a mim mesma: se conseguir fazer minha atividade física, yoga, meditação, almoçar e jantar todos os dias e ainda conseguir ir ao cinema, ler um livro, namorar e viajar de vez em quando, tá tudo certo! Se começo a perceber que tive dificuldades em me dedicar a mim mesma por duas semanas seguidas, ou se não consigo ir ao Yoga ao menos duas vezes na semana… Sobe o sinal de alerta!

De que forma acredita que o seu trabalho contribui para a vida das pessoas?
Sabe, eu sempre tive muita dificuldade em ser eu mesma. Sempre me preocupei MUITO com o que as pessoas iriam pensar de mim, sempre me preocupei em moldar meus comportamentos às expectativas de outras pessoas e sempre carreguei uma espécie de senso de inadequação quando acabava sendo espontânea meio que por descuido. Era como se aquilo que eu era em minha essência não fosse bom o suficiente para receber o amor e o afeto das outras pessoas.

E foi justamente no momento em que entreguei os pontos e disse, “agora sou eu e seja o que Deus quiser” que as coisas começaram a efetivamente fluir na minha vida. Como se existisse uma força gigantesca dentro de mim, resultado de anos e anos de adormecimento, finalmente sendo colocada para fora, podendo emergir, podendo explodir em todas as direções. Como se a pessoa que eu vim para ser, e que eu sempre reprimi na tentativa de agradar às outras pessoas, estivesse finalmente livre. E quando a gente não se “economiza”, quando a gente simplesmente é a gente, com nossas alegrias e dores em total abundância, ao Universo não resta outra alternativa a não ser responder com a mesma abundância.

Espontaneidade é, na minha opinião, abundância de si mesmo. E acredito eu, minha maior contribuição para as pessoas. O que eu quero que as pessoas guardem, de mim e da minha contribuição é: está tudo bem se você ser quem é – mesmo que você ainda não tenha chegado onde quer chegar e nem ser o que você quer ser. Como disse Carl Rogers, um famoso psicólogo:

“Curioso paradoxo: quando me aceito como sou, posso então mudar”

De todas as escolhas que fez, alguma delas mudou o rumo da sua vida? Conte como foi.
Nossa, difícil pensar em algo que eu escolhi e que não tenha sido fundamental para que a minha vida seja hoje como é, porque cada passo que damos em uma determinada direção nos conduz a um lugar ao qual nunca chegaríamos caso tivéssemos decidido pela direção oposta. O filme “Efeito Borboleta” reflete muito bem este meu ponto de vista. Acho que, se qualquer coisa na minha vida tivesse sido diferente, eu não seria quem sou hoje e nem estaria aqui respondendo a estas suas perguntas. Não acredito que haja uma coisa que “mude” o rumo da sua vida, porque não acredito que exista um rumo pré-determinado.

Acredito que cada atitude conte na construção do seu presente – e é apenas o presente o que temos. Tudo teve que ser exatamente como foi, cada decisão, cada escolha, cada tomada de rumo na direção da direita, ou da esquerda, nas bifurcações da vida foi fundamental para que todos nós estivéssemos onde estamos, no aqui e agora.

Se você tivesse 5 minutos de atenção do mundo todo para um recado que acha fundamental para a humanidade, qual seria?
Eu repetiria as mesmas palavras de Jesus: ORAI E VIGIAI. E acrescentaria uma frase de uma querida amiga minha: “Incomodou, doeu? Leva prá casa que é teu”.

Todos, absolutamente todos, possuem o direito de serem como são, de fazerem valer suas próprias verdades – ainda que tenham que sofrer as consequências disso. Ninguém jamais está errado em sua forma de enxergar o mundo. Não existem verdades universais, existem verdades existentes no seu universo. Você não tem nem mesmo como saber se, quando você enxerga a cor vermelha, o vermelho que você enxerga é o mesmo vermelho que qualquer outra pessoa enxerga.

E, no entanto, somos todos cheios das verdades absolutas: o meu vermelho é o certo. A minha religião é a certa. O meu partido político é o certo – é o certo, PARA MIM, dentro das minhas crenças e dos meus valores. E, do mesmo modo, pode ser o pior para você, dentro dos seus valores e das suas crenças. O meu vermelho não é o único que existe. E, se diante do fato de alguém pensar diferentemente de mim, ou sentir de modo distinto, ou acreditar em coisas diferentes e ter atitudes condizentes com suas opiniões pessoas eu me sinto irritado, o problema não é o outro: sou EU.

Não é o outro que me irrita: eu é que me irrito com o outro. Será que todas as pessoas do planeta Terra se irritariam com o outro? Se uma única pessoa conseguir se comportar de uma forma diferente do que a minha, eu também poderia, se enxergasse a situação de uma forma diferente. A responsabilidade pela sua irritação não é do outro, e sim do modo com que você enxerga o outro. E isso te pertence. Incomodou, doeu? Leva pra casa que é teu. Simples assim.

 

O que gostaria que estivesse escrito em sua lápide, quando você encerrar a sua vida neste plano que vivemos? Qual seria a moral da sua história?
Mais do que palavras em uma lápide, gostaria que fossem os sentimentos a vibrar no meu peito, no momento de minha partida: Verdade, Plenitude e Serenidade. É o que busco, todos os dias da minha vida.

Compartilhe um livro e um filme que inspira ou inspirou a sua vida.
Livro: O Poder do Agora, de Eckhart Tolle
Filme: O Efeito Sombra

Tem algum projeto futuro que queira compartilhar conosco?
Há algum tempo, fiz uma vivência de renascimento na qual me deparei com minha missão: ajudar no processo de despertar dos seres humanos para a realidade de que somos seres espirituais vivendo uma experiência humana, e não o contrário. E, por espiritualidade não quero falar de religiosidade, e sim para esta ampliação de consciência que temos com relação a nós mesmos e à percepção de que somos absolutamente responsáveis por tudo o que nos acontece.

Recentemente tive um alinhamento desta missão, e cinco palavrinhas foram adicionadas à frase inicial: ajudar no processo de despertar DO MAIOR NÚMERO DE PESSOAS. E, confiando no Universo e em minha intuição, tenho a intenção de trabalhar cada vez mais com grupos de pessoas, ao invés de estar dentro do consultório aprofundando o processo de uma pessoa por vez. Amo atender pessoas e certamente nunca deixarei de fazê-lo, mas minha tendência será diminuir o ritmo dos atendimentos e me dedicar, mais e mais, a organizar e conduzir retiros, workshops e treinamentos vivenciais, pois acredito demais na força curadora que um ser humano exerce sobre outro. Minha vontade é colocar o pé na estrada mesmo e levar os trabalhos nos quais acredito aos 4 cantos do Brasil.

Outra meta para 2014 é o de produzir cursos online, que possam ser usufruídos por um número maior de pessoas a um custo muito menor do que o envolvido nestes encontros de final de semana – que por envolver hospedagem e alimentação acabam representando um investimento financeiro maior.

Assista aqui um dos vídeos mais acessados de Flavia Melissa sobre MEDITAÇÃO.

Pegue outras Caronas que Inspiram: Karina Miotto, Estúdio Criativo, Carolina Bergier

Author Roberta Martiniano

Empreendedora, Designer em Sustentabilidade pelo Gaia Education, gerente de projetos, publicitária, filha de artista, reikiana, aquariana, yoguini, viciada em viagens e música, ama meditação e espiritualidade. Carioca de coração, e totalmente apaixonada pela dupla sol e mar!

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Join the discussion 4 Comments

  • Josi Kohler disse:

    A Flavia mudou muinha vida,sou muito grata por tudo que ela despertou em mim!! Namaste <3

  • Cris Ferreira disse:

    Aaa, a Flávia Melissa, nossa sem palavras pra dizer o tamanho da minha gratidão, ela diz não ser um “ser iluminado”, mas neste momento ela esta iluminada… isso tenho certeza absoluta, tudo que ela testemunha que já passou é o que estou vivendo, quando começo a cansar, coloco um vídeo dela rodar, é como um ima, ela fala o que eu preciso ouvir, renunciei muitas coisas escutando os videos dela, pois não eram coisas que me faziam feliz, hoje estou no tempo de espera, orando e vigiando, em paz e feliz, a Flávia, merece tudo de bom nessa vida. Cada palavra que ela diz, é uma sementinha plantada no meu coração, na minha verdade. AMO VC FLÁVINHA DO MEU CORAÇÃO, BJOSSS

  • Cumpre direitinho seu propósito! O projeto vaga lume acendeu um monte de luzinhas apagadas. Transformou a minha vida e de milhares de pessoas. Gratidão eterna.

  • Nivea disse:

    Amada, está mudando minha vida e colaborando no meu processo de cura, de depressão, ansiedade generalizada, com síndrome do pânico. Amo ver os seus videos, que Deus a ilumine sempre, estou na fase do me da a chance de sofrer para recuperar minha vida e ser mais forte que antes. Além de ter começado a redirecionar minha mente para os projetos que eu havia desistido na vida. Gratidão! Nivea

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