Bioenergia – Nosso combustível

By 13 de maio de 2014 Combustível No Comments

– Por Flavia Melissa –

Bioenergia é a energia primordial de tudo o que existe. É, ao mesmo tempo, a pessoa que vive, o ato de viver e a própria vida. Ao longo da história do homem a Bioenergia vem recebendo diversos nomes: Qi (Medicina Chinesa), Ki (Medicina Japonesa), Prana (Medicina Ayurvedica), Luz Astral (Cabala), Mana (Kahuna), Energia Orgônica (Wilhelm Reich), Libido (Siegmund Freud)… Existe uma infinidade de formas de denominá-la, mas existe um consenso em relação ao que ela é, em linhas gerais: a energia que permeia absolutamente tudo que existe e que, quando condensada, forma a matéria. Einstein, ao demonstrar a substancial identidade entre energia e matéria e a possibilidade de transformar uma em outra, postulou: “matéria é energia em estado de condensação; energia é matéria em estado radiante”.

O Homem, de uma forma ou de outra, sempre teve consciência desta Energia, e vem interagindo com ela de diversas formas ao longo de milênios: representando-a artisticamente como uma auréola luminosa na cabeça dos anjos e santos, manipulando-as nos métodos de cura através das mãos (Reiki) ou em rituais religiosos como os benzimentos e a própria Eucaristia – através de preces, a hóstia católica assumiria a energia primordial do corpo de Cristo, ocorrendo o mesmo com o vinho santo no tocante a seu sangue. As medicinas milenares desenvolveram formas de interferir no funcionamento desta Energia através de ferramentas como a Acupuntura, o Do-In e o Shiatsu. Diversas escolas e filosofias orientais foram criadas com o objetivo de harmonizar e possibilitar a seus praticantes a absorção desta Energia para dentro de seus corpos, como por exemplo o Yoga, o Qi Gong e o Tai Chi Chuan.

Na esfera psicológica, a Bioenergia foi amplamente estudada e desenvolvida por dois principais teóricos: Siegmund Freud, através da Teoria da Libido, e Wihelm Reich, com sua Teoria do Orgônio. Freud desenvolveu todo o seu trabalho baseado na idéia de que as energias emocionais, quando reprimidas e em desarmonia, eram causadoras de doenças. Reich, por sua vez, chamou de Orgônio a energia primordial responsável pela matéria viva. Através de suas postulações sobre as Couraças Musculares (correspondentes físicos do bloqueio de energia psíquica) aproximou-se, talvez mais do que qualquer outro teórico ocidental, da noção oriental de adoecimento.

Tudo o que nos cerca possui energia: o ar que respiramos, a água que bebemos, os alimentos que consumimos. Captamos energia através da alimentação e da respiração, mas também somos capazes de captar energia através de pontos específicos do corpo, que na Medicina Ayurveda receberam o nome de Chacras. Também somos capazes de captar outras formas de energia, como a energia cósmica irradiada pelos planetas e estrelas, e também a energia existente em seres inanimados como pedras e cristais. Se existe energia em algum lugar, ela pode ser captada. E quando captada, depois de uma série de processos que a transformam e incorporam a ela determinadas qualidades correspondentes aos seres vivos, ela passa a ser chamada de Bioenergia.

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Existe uma série de exercícios que permitem que a captação de energia e  envolvem apenas concentração, visualização e dedicação da atenção. As meditações guiadas são excelentes ferramentas Bioenergéticas, e quando bem conduzidas apresentam um resultado incrível.

A Terapia Floral também é uma excelente ferramenta para trabalhar a qualidade de nossa Bioenergia. Ajudam no restabelecimento da saúde emocional, auxiliando no andamento dos processos em sua aproximação psicomental. O pronunciamento de determinados Mantras também auxiliam no estabelecimento de determinados estados mentais-emocionais, pois as palavras, assim como tudo o que existe, também possuem energia.

A ideia de Inconsciente Coletivo, proposta pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, é a principal postulação da Psicologia Analítica. Esta camada da psique humana é a mais profunda de todas, e é formada por traços inerentes à espécie humana e que são herdados por todos os homens. Esta memória ancestral é formada basicamente de imagens, chamadas de “arquétipos”, com significados e influências muito grandes sobre todos nós. A própria idéia de memória ancestral já traz à tona a ideia da Bioenergia – se tudo tem uma energia, a espécie humana tem uma energia própria, com vibração e características próprias. A ideia de um Inconsciente Coletivo (em outras palavras, Bioenergia Coletiva) vai de acordo com toda a idéia filosófica oriental de autodesenvolvimento (ou “iluminação”, de acordo com as correntes Budistas), que prega o esforço constante e consciente para que a dualidade seja extinta, para que entremos em harmonia com os outros seres humanos e que nos enxerguemos como o que somos de verdade: não seres humanos tendo experiências energéticas, mas como seres energéticos tendo experiências humanas. Nós somos energia pura.

Leia também: Meditação!, 4 alimentos essenciais para corpo, mente e espírito.

 

Author Flavia Melissa

Flavia Melissa é psicologa, especializada em Psicologia Clínica e Pós-graduada em Acupuntura Tradicional Chinesa e Moxibustão no Brasil e na China. É Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) e instrutora de Qi Gong Medicinal. Iniciada em Filosofia Taoísta pela Sociedade Taoísta do Brasil e terapeuta Floral de Minas. Iniciou o Projeto Vagalume no Youtube em 2012 e seus vídeos são um sucesso de visualizações.

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