Como uma bicicleta transformou minha vida!

Como uma bicicleta transformou minha vida!

By 1 de setembro de 2015 Combustível No Comments

Era início de ano. Não dava mais! Tá, e agora, o que eu faço com esta informação? Interessante como frequentemente procuramos respostas quando na maioria das vezes são as perguntas que provocam grandes movimentos. Aquele ano chegara novinho e me levava como folha seca em vendaval sabe-se lá para onde. Logo eu que sempre procurei analisar, planejar, controlar, ar, ar, ar… Eu precisava de ar!

Como assim, eu nunca me perguntara para onde estava indo? Acomodei-me em um assento e estava a caminho. Mas a caminho de onde? Escolhi como ir, mas não para onde ir. E o pior é que a esta altura a forma de ir já me causava bastante desconforto. Céus! O que está acontecendo comigo? O que outrora servia já não serve mais.

Primeiro ato: desliguei-me da empresa que trabalhava há alguns anos. Que alívio. E olha que eu gostava do que fazia. Segundo ato imediato: pânico. Eu não me permitia não saber o que fazer. Primeiras semanas de sonolência paralisante como se anos de árduos trabalhos físicos pesassem sobre meu corpo exausto. Cansaço, dúvidas, medo, alívio, alegria, curiosidade e um pulsar que pedia (e continua) um caminho novo. Sempre achei que estivesse no controle e comecei a perceber que controle é uma ilusão estéril e inútil. Aos poucos, fui me permitindo não saber, não estar, não ir, não querer e não ter respostas. Ufa, que alívio.

Quem havia colocado o mundo nas minhas costas? Não tenho saúde para aguentar esse peso não, viu!? Não posso, não quero e não vou. Decisão! Era isso o que eu precisava. Novas escolhas. E neste anseio pelo novo, decidi olhar o mundo por outros ângulos. Passei muito tempo focada em convicções que embaçaram minhas lentes. Tenho conversado com muita gente, escutado histórias de vida, descoberto novas formas de olhar o mundo, de sonhar, de desejar, de pensar, de trabalhar, de caminhar… Descoberto velhos, novos e lindos jeitos de ser e de estar. Tudo muda e não dá para contemplar algo novo sem mudar o ângulo da visão, ou ao menos o jeito de olhar. Não posso mais insistir naquele brinquedo que tanto me divertiu na infância. Por mais que a experiência que ele me proporcionou tenha sido importante, em alguns casos até fundamental, hoje já não me diverte mais. Perdeu a graça. Uma pena! Aliás, pena não. Ele apenas não me diverte mais. Tomara que divirta alguém, e o deixe tão feliz quanto me deixava quando brincava com ele. A insistência em ficar, em não deixar ir, pode atrofiar.

Como descubro novas habilidades se persisto em fazer sempre a mesma coisa? É preciso abrir os dedos e deixar ir. O que tem que ficar sempre fica. Para novos caminhos, novas escolhas. Entre escuta atenta, experimentos, reflexões, observações e exercícios, decidi fazer uma das viagens mais lindas da minha vida. Uma viagem de bicicleta. Enfim algo realmente novo! Ao menos para mim. Apaixonei-me pela ideia. Sempre gostei de bicicleta, porém, há bem pouco tempo atrás era simplesmente inimaginável viajar de bike. Eu, uma amiga, a bike e o Caminho dos Anjos (um caminho de peregrinação em Minas Gerais).

Era isso! A natureza, o caminho, a direção (enfim havia uma direção!), o silêncio, as conversas com “os locais”, as dificuldades, o cansaço, o limite físico, as negociações internas, a minha amiga, o amor das pessoas que encontramos, os imprevistos, as “trapalhadas”, a superação, a simplicidade e a beleza de tudo aquilo. Absolutamente tudo me afetava. Minha sensibilidade estava aflorada. Eu enfim havia diminuído meu ritmo e me permitira perceber, sentir. Tudo sempre esteve ali. E está aqui. E está bem aí ao seu lado também. Precisei diminuir o ritmo para conseguir contemplar a paisagem, conseguir me perceber. Aquilo tudo estava fazendo sentido. Uma mistura de sensações, conexões e provocações internas. Muitas destas conexões continuam até hoje e vão continuar por toda a vida. Gosto de pensar que quando faço coisas com as quais me identifico muito, é como se estivesse recolhendo e espalhando ao mesmo tempo pedacinhos meus por aí. Sempre me lembro da fala que ouvi em um filme: “o que fazemos hoje ecoa pela eternidade”. A eternidade é tempo demais para a angústia de escolhas mal – ou não – pensadas. Deus, grata pelo que está acontecendo comigo. E você, o que quer que ecoe pela eternidade?

Reneide Campelo

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Author Da Cabine

Rodrigo Borges é ócio Criador do Folga na Direção, criativo por natureza, músico por vocação, ator por educação e empreendedor por diversas razões. Formado em Marketing e Agronegócio. Roberta é empreendedora, publicitária, filha de artista, reikiana, aquariana, yoguini, viciada em viagens, ama meditação e espiritualidade. Carioca de coração, e totalmente apaixonada pela dupla sol e mar! Da cabine comandam o Folga na Direção!

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