Do pó ao pó – Porque nos esquecemos disso?

Do pó ao pó – Porque nos esquecemos disso?

By 15 de julho de 2015 Combustível No Comments

– Por Aline Angusso –

Do pó ao pó, dele viemos, para ele voltaremos. Quantas vezes nos esquecemos desse precioso ensinamento quando nossos desejos, nossas vontades e toda espécie de distração tomam nossos sentidos e juízo?

De onde surge o vento e para onde vai? Quem, quando criança, não perguntou sobre esse mistério e não se pergunta quando a brisa bate em seu rosto cansado numa tarde de um domingo preguiçoso?

Qual é o final do arco-íris? Haveria um pote de ouro esperando por mim lá? Quem nunca fantasiou quando se deparou com um, no infinito azul de uma estrada, ansioso por chegar ao destino, confrontando a pergunta com um certo frio na barriga, se quando chegar lá, seja lá onde for, tudo dará como planejado?

Às vezes é preciso passar pelo Deserto que a vida nos apresenta, se aventurar em montanhas sem saber se sobreviveremos ao caminho, navegar por todos os oceanos de emoções para voltar a ver tudo diferente, com olhos de um turista experiente ou de um sábio peregrino. Quando na verdade, no fundo, no fundo, queremos voltar a enxergar com a inocência de nossa infância aliada à maturidade de nossa inteligência e conhecimento, maravilhando-nos com o pó, com o vento, com o arco-íris…

Somos extremamente protegidos por nossos entes queridos e descuidamos dos outros que não vemos como semelhantes. Estudamos só aquilo que o vestibular pede e nos esquecemos de variar nossa gama de saber que traz bálsamo à alma. Trabalhamos sem parar e simplesmente não vivemos. E aí…. crescemos e nos apequenamos.

Como acredito piamente que o mundo externo é uma mera projeção do nosso mundo interno, tomemos como exemplo a história da humanidade, após mil anos, ou mais, de trevas, o homem buscou seu renascimento, indo da Idade Média para tal período homônimo, que buscou mais harmonia e menos terror. Lembrando que este foi necessário para conhecermos nossas sombras e nossa triste capacidade de julgamento, preconceito e desamor.

Não que tenhamos tido uma curva em ascensão constante de evolução, escorregamos, descemos bem o gráfico da nobreza de alma durante os séculos, mas ainda sim, após cada um desses períodos, renascemos, nos demos conta que precisávamos de mais poesia, mais luz, mais humanidade, mais igualdade, mais fraternidade, mais renascimento. E assim, descobrir que é necessário renascer, reaprender a viver, que é preciso amar, com mais consciência e amplitude, que é preciso deixar tanto as amarras do passado, como as algemas do futuro, que é crucial escolher por onde ir, o que seguir, em quem confiar e dar o passo no momento mais auspicioso, o Agora. Eis que te convido:

“Do pó ao pó, grande Fênix, renasce-te de ti mesma!”

Ps: Querido Leitor, Querida Leitora, que você seja envolvido(a) pela força do renascimento, que é olhar a vida com mais esperança, é encher os pulmões com mais gratidão, é expirar mais compreensão por toda nossa história. Beijokas da Lili!

Leia também: Altruísmo e Independência

Author Aline Angusso

"Paulistana, espiritualista, canceriana, yoguini, ex-lutadora de boxe e eterna lutadora pela alegria, poliglota, apaixonada por músicas e mantras, alucinada por make-ups, aspirante à escritora, secretária executiva por descoberta"

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