Empreendedor, Eu?

Empreendedor, Eu?

By 7 de julho de 2015 Combustível No Comments

– Por Mariana Bonato –

Há tempos ando revirando e pensando o que pode representar o Empreendedorismo dentro de cada um de nós.
Passei por várias definições que são apresentadas por aí, vários conceitos bonitos, bem elaborados, dignos de palestras e teorias rebuscadas. Mas durante o caminho surgiu uma questão: onde está o lado divertido, a Inspiração que faz brotar tudo isso?

A cada pergunta que fazemos surgem…mais perguntas!
• Você já se flagrou viajando pelas suas idéias saboreando o gostinho de cada possibilidade?
• Já sentiu aquela vontade de transformar tudo o que vive agora pra que fosse mais prazeroso acordar todos os dias para trabalhar?
• Você já se perguntou onde quer chegar?

Lembra de quando você era criança e inventava o seu mundo imaginário onde tudo acontecia de acordo com as SUAS escolhas e cri-ações? Estas lembranças de criança podem parecer um tanto quanto distantes desta realidade que nos empurra para agir de acordo com a noção que temos de “sobrevivência”.

Fomos ensinados e condicionados a pensar que se não seguirmos os formatos já existentes de sobrevivência, automaticamente, não poderemos usufruir dos prazeres da vida. Ou seja, precisamos nos inserir no fantasma do”mercado”, pois o que o”mercado” pede é lei. Quem está fora disso não consegue a satisfação das necessidades e muito menos dos prazeres.

Trazer para a consciência o fato de que somos condicionados a certos tipos de pensamentos é o primeiro passo para poder refletir a respeito. Estamos todos inseridos em contextos; sociais, financeiros, morais, éticos e por aí vai. Portanto a nossa forma de SER tem como ingredientes partes destes contextos. Refletir a respeito destes ingredientes pode nos ajudar a entender como agimos e como escolhemos nossas ações. Podemos, então, deixar de agir de forma automatizada e passar a questionar: “QUEM e O QUE sou eu dentro disso tudo?”
Refletir sobre seu SER no mundo traz a possibilidade de se perceber separado, destacado, dos formatos que foram colocados. Podemos inclusive inventar, criar, sair da falsa zona de conforto e passar usar a imaginação para melhorar a relação com a vida, com o trabalho e inclusive com as próprias idéias. Podemos criar nossa relação com o mundo assim como fazíamos quando criança.

A pergunta que não quer calar: E os riscos que envolvem esta criação toda, onde ficam?
Ficam ao nosso lado, são parceiros.
Quando é que temos algo garantido nesta vida?

Os formatos existentes de trabalho, de relacionamentos, de educação me garantem algo?
Ser empreendedor é se perceber versátil, alinhando as próprias habilidades para poder produzir caminhando lado a lado com o risco. A criança aprende se relacionando com os riscos da vida. O risco é condição de movimento, ele nos mostra que não existe zona de conforto, que ela é apenas uma falsa sensação. Acolher o risco é entender que nada nos é garantido, tudo depende das nossas escolhas e da nossa disponibilidade para manter o movimento. O risco pode ser um aliado.
Isso soa familiar?
Se depende das nossas escolhas e da nossa disponibilidade, depende acima de tudo da nossa Liberdade. A liberdade é condição primeira para empreender. Quanto maior a liberdade, maior a responsabilidade. Empreender é se responsabilizar pelas escolhas e pelas conseqüências, ou melhor, pelas SUAS escolhas e pelas conseqüências das SUAS escolhas enquanto indivíduo cri-ativo.

Quais as SUAS perguntas para o empreendedor que existe dentro de você?
Se questionar pode ser Liberta-Dor!

Mais liberta-dor que isto? Escolher uma Folga na sua Direção!

Leia também – Você está aberto para balanço?, Questão de atitude!, Refugiar é preciso

Author Mariana Bonato

Psicóloga e Consultora, criadora da RDH Ressignificando Desenvolvimento Humano. Vive em meio a movimentos intensos guiados por sua imensa curiosidade quanto as experiências humanas. Acredita que a vida pode ser leve e sonha em provocar as pessoas através da idéia-movimento “Amor Muda Humor”

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