Felicidade sim!

By 6 de fevereiro de 2014 Combustível One Comment

POST Felicidade sim!– Por Roberta Martiniano –

A famosa frase de Chico Buarque “todo dia ela faz tudo sempre igual” definitivamente não encosta em pessoas como eu. Mas quem sou eu? Uma menina na fase dos trinta anos fascinada por viagens, música, um bom vinho, skate, sol e que tem um caso de amor com o mar.

Convidada para escrever para o Folga na Direção, parei para refletir sobre qual seria o tema que gostaria de compartilhar e logo a resposta veio: a fase de profunda mudança que está acontecendo da minha vida.

Mais uma vez uma onda se encerrou e com ela acontecimentos e pessoas ficaram pra trás, uma quebra do status quo aconteceu. Assim como o Dr Wilson GonzagGa citou no texto anterior sobre o que acontece com a lagarta (leia aqui – Teoria da Crise – Da lagarta à borboleta) chega uma hora em que a crise se instala e o que antes era zona de conforto se transforma em zona de desconforto. Os espaços que antes eram enormes e nos faziam expandir agora ficaram minúsculos e nos expulsam para um outro lugar…como o útero da mãe, quando chegamos somos apenas uma célula diante daquele universo enorme, mas depois de nove meses a evolução foi tão grande que começam as contrações e chega a hora de nascer, abrir os olhos, começar outra vida adequada às suas novas necessidades.

Há exatamente cinco semanas fui expelida, através de dolorosas contrações, da minha zona de desconforto que se tornou a minha vida na cidade de São Paulo. Este ciclo que ficou para trás foi um dos mais desafiadores, consequentemente o que me proporcionou maior crescimento. Uma cidade que apresenta tanta magnitude e tanto bairrismo ao mesmo. Achei interessante como as pessoas trabalham e se relacionam, e se apressam, e se tropeçam, e se esquecem…aos poucos as quatro paredes do escritório passaram a incomodar de forma insustentável. O cinza da cidade foi se tornando o tom do meu humor e das minhas roupas, minha saúde começou a falhar e a falta de VIDA nas pessoas foi me deixando apática. Apesar de muitas coisas positivas e pessoas maravilhosas que conheci nesse período, senti que chegou a hora de mudar, recodificar, virar a chave, sintonizar em outra radio, dar uma Folga na Direção.

Decisão tomada, resolvi voltar para Austrália, país que já havia morado por um tempo e que, como sabem, é um dos que oferece melhor qualidade de vida no mundo. Sei que não há muita novidade nessas histórias em que alguém “larga tudo para ir em busca da felicidade”, chega a ser repetitivo, mas quando o ator principal é você a coisa muda de figura. Bate o frio na espinha, tudo é colocado na balança e os questionamentos não param: e se eu não encontrar um bom lugar para morar, e se eu tiver um problema de saúde no caminho, e se eu for roubada, e se não der nada certo, e se eu me arrepender, e se eu não conseguir trabalho na volta, e se eu ficar totalmente sem dinheiro…todas essas vozes que insistem em fazer com que a gente desista de tudo e mantenha a vida em seu “devido lugar”. As tentativas de sabotagem são inúmeras e as escutei durante alguns anos acreditando que um dia tudo ia se ajeitar e que a felicidade iria bater na minha porta. Mas ela não bateu, e foi por uma razão simples: não estava seguindo o que meu coração estava pedindo e sim obedecendo o que minha mente medrosa estava me impondo.

Para tomar uma decisão como essa, principalmente quando você está na fase dos 30, é preciso deixar de lado muitos preconceitos que nos foram enfiados guela abaixo e que insistem em condenar quem quebra a velha regra social: crescer, estudar, trabalhar, reproduzir e aposentar. É preciso confiar em si mesmo e ter coragem para enfrentar qualquer situação que possa surgir no percurso. Isso não significa não ter medo, significa ir com medo mesmo!

Hoje vejo como tudo aconteceu de forma harmônica: estou morando em uma casa linda, em 4 minutos de caminhada encontro o mar, minha saúde está cada vez melhor, estou participando de um projeto encantador Folga na Direção (de tempos em tempos vou aparecer por aqui para compartilhar minhas experiências com vocês), e não me arrependi nem por um instante! No próximo mês vou realizar mais alguns da minha lista de sonhos que é conhecer os países da Asia que mais me encantam pela cultura e espiritualidade. A viagem vai começar por Fiji, seguindo para Indonésia, passando pela Tailândia, Laos, Camboja, Myanmar, Singapura e terminando na India.

Nessa nova fase serei guiada pelas minhas vibrações internas e pelo que minha intuição me mostrar. Não sei o que vou fazer depois, não sei onde vou morar na volta, não sei quanto tempo isso vai durar e não faço ideia de como vou me sair e o mais incrível disso tudo é que estou radiante de felicidade, realizada e segura de que estou fazendo a coisa mais certa do mundo!

“Quando velhos padrões são quebrados, novos mundos são criados.”

Esta sensação é difícil de explicar com palavras, mas se fosse para dar um conselho eu usaria alguns clichês que quando colocados em prática transformam a vida: quebre a regra, respire fundo, levante a cabeça e vá! Simplesmente vá buscar a sua VIDA pois ela está ansiosa esperando você chegar! E saiba que quanto mais você A experimenta, menos vai suportar ficar longe dela.

 

Author Roberta Martiniano

Empreendedora, Designer em Sustentabilidade pelo Gaia Education, gerente de projetos, publicitária, filha de artista, reikiana, aquariana, yoguini, viciada em viagens e música, ama meditação e espiritualidade. Carioca de coração, e totalmente apaixonada pela dupla sol e mar!

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