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Traição – e agora?

Traição – e agora?

By 17 de abril de 2015 Combustível No Comments

-Por Flavia Melissa –

Sentir-se vítima de uma traição é, realmente, uma das piores sensações possíveis de serem experimentadas – falo por experiência própria. Não conheço uma única pessoa no mundo que tenha passado por uma situação desta e que tenha saído dela completamente ilesa, sem nenhum tipo de entrave e bloqueio. E todas elas – repito, em garrafais: TODAS ELAS – experimentaram, em algum momento, este mesmo tipo de “autoflagelo” mental: “onde foi que errei para merecer isso?”

Então, em primeiro lugar, vamos desmistificar esta história de que o responsável pela traição é o traído. Esta ideia é absurda e injusta; a decisão da traição foi da outra pessoa, não sua. O ato da traição foi da outra pessoa, não seu. Em que mundo a responsabilidade por esta traição poderia ser sua? Não é. A responsabilidade pela traição é de quem trai, e ponto final. E isso independentemente do quão horrorosa e terrível e maldosa e pessoa péssima que você seja! Você até pode ser tudo isso e, ainda assim, a escolha pela traição foi da outra pessoa, não sua. Será que trair era a única opção existente para seu ex-parceiro? Ele não poderia ter feito mais nada, além de trair você? Você apontou uma arma para a cabeça dele, obrigando-o a te trair? Alguma outra pessoa apontou uma arma para a cabeça dele, ou o ameaçou de morte de alguma outra forma e a única forma de sobreviver foi te traindo? Porque a questão é a seguinte: se ninguém o obrigou a te trair, a responsabilidade pela traição é dele e de mais ninguém. Ok?

Não importa o que aconteça do lado de lá do Universo, nós sempre vamos atribuir o nosso entendimento do que está acontecendo, sendo este, inclusive, um modo de compreender o mundo vindo da física quântica: o observador influencia no fenômeno observado. A traição aconteceu porque aconteceu, o seu ex te traiu porque te traiu, nada disso interessa e, talvez, você nunca vá ser plenamente capaz de entender o que de fato houve do lado de lá do assunto. 

Talvez um dia você chegue realmente à conclusão de que deveria ter agido de uma forma diferente do que agiu em alguns momentos. E, se isso acontecer, primeiramente perdoe-se por não ter agido assim. Todos fazem o melhor que podem, a cada momento de suas vidas. Você não poderia ter agido de modo diferente do que agiu, porque na época não enxergava as coisas como enxerga agora e, por isso, fez o melhor que poderia ter feito, com a consciência e as ferramentas das quais dispunha na época. O autoperdão é o primeiro passo para conseguir se desvincular de todo este blablabla mental de que você não é merecedora, de que não é capaz, de que não é boa o suficiente.

Em segundo lugar, guarde bem uma frase: esqueça o passado, mas guarde o aprendizado. Não o falso aprendizado de que “não vale a pena se relacionar, todos os homens são uns cretinos, nunca mais vou amar ninguém pra não sofrer de novo”, que isso tudo é bobagem criada pela mente para te livrar do sofrimento. Tudo isso é generalização besta. O que quero dizer sobre guardar o aprendizado é: o que quer que seja que você enxergue do passado com relação às suas atitudes e posturas que, analisadas HOJE, você julga que deveria ter feito diferente… Da próxima vez, FAÇA. Tudo aquilo que você pensar em termos de “deveria”, “poderia” ou “teria que”, utilize como aprendizado em uma próxima oportunidade e simplesmente aja diferente. Qualquer coisa, além disso, é tortura mental desnecessária. Sim, deixe o passado para trás, mas traga com você todos os aprendizados possíveis!

Nós somos responsáveis apenas por nossas vidas e por nossas atitudes, por mais nada. Não importa o que uma outra pessoa faça, atitudes alheias são de responsabilidade alheia. Qualquer tipo de distorção desta lógica representa distorção da realidade em si. Reflita sobre isso!

Texto cedido e publicado originalmente em: flaviamelissa.com.br

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Author Flavia Melissa

Flavia Melissa é psicologa, especializada em Psicologia Clínica e Pós-graduada em Acupuntura Tradicional Chinesa e Moxibustão no Brasil e na China. É Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) e instrutora de Qi Gong Medicinal. Iniciada em Filosofia Taoísta pela Sociedade Taoísta do Brasil e terapeuta Floral de Minas. Iniciou o Projeto Vagalume no Youtube em 2012 e seus vídeos são um sucesso de visualizações.

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