Fiji – Praticando o “Poder do Agora”

By 3 de abril de 2014 Na Estrada! One Comment

Muito se fala de aproveitar o momento presente sem deixar que seja atrapalhado por pré ou pós-ocupações. Venho trabalhando isso a algum tempo e tenho que assumir que não é uma tarefa fácil. Comemoro cada passo dado nesta constante evolução, e a cada momento presente me sinto presenteado.

Nesta caminhada aprendi que podemos direcionar nossos pensamentos, que o pensamento gera a nossa realidade, e que não depende do lugar, da companhia ou da situação para acessar o poder do agora. Mas não posso negar que um lugar quieto e com natureza exuberante no meio do mundão, ajudam nesta conexão, ah isso ajuda, e como!

Fiji_sol

Ainda mais se for Fiji! Sim passageiros, tivemos a imensa felicidade de viajar para este arquipélago, formado por cerca de 330 ilhas situado no centro do Pacífico Sul, próximo a Austrália e a Nova Zelândia. O lugar é paradísiaco, incrivelmente paradisíaco, daqueles com tudo que o Wallpaper do computador mostra,rs… água transparente, praia deserta e rede nos coqueiros por todos os lados. Minha relação com este paraíso começou um dia sentado no meu bom e velho sofá no Brasil assistindo um documentário sobre o arquipélago. Lembro que três pontos me chamaram muita atenção:

– Natureza exuberante.

– População local conhecida como a mais feliz do mundo.

– Infestação de pequenas pererecas em uma detereminada ilha, ocasionada por um erro na tentativa de exterminar uma mosca, mas como as moscas voam e as pererecas não, o experimento foi um desastre.

Lembro de levantar no término deste documentário e falar pra mim mesmo: ainda vou para este lugar! Cinco anos depois estou eu aqui, cheio de orgulho por ter atingido a minha meta.

Fiji_rodrigo

Voltando a relação estar presente/paraíso, tive a deliciosa sensação de estar meditando por 7 dias seguidos. O Fiji Time (analogia que os locais fazem sobre a contagem de um tempo local mais lento) faz da gente um expectador da nossa própria natureza. Na chegada ao local a beleza nos enche os olhos, e com o passar do tempo a natureza te abraça e te integra de uma forma difícil de descrever. O jeito é se entregar ao carinho e vivenciar o tão famoso momento presente.

Parece que um espetáculo estava nos esperando: sol nascendo, sol se pondo, céu de estrelas e um mar com águas calmas, mornas e transparentes…pés no chão, casinha de sapê e a simpática recepção da população: “Bula”, que significa “olá, bem vindos”. Era Bula pra cá, sorriso pra lá, cantoria e violão para todo lado! Eita povo bom de olhar nos olhos!

Em Fiji existe cerca de 30 dialetos, mas duas palavra eram semelhantes em todos eles: Vinaka, que significa “obrigado” e Bula, que para mim significava mais do que um oi significava “prazer em recebê-lo em nossa terra, fique a vontade para sorrir!”.

E assim sorríamos, e a cada dia sorriamos mais. Tivemos momentos incríveis, um dos mais especiais foram os mergulhos nas barreiras de corais, assunto do próximo texto, e o passeio de caiaque admirando o por do Sol com enorme emoção. Olhamos um para o outro e ficamos um tempo em silêncio…vivenciado intensamente cada centímetro em que o sol baixava e desenhava mil tons de laranja no céu. É dificil descrever, mas fácil de sentir o carinho da mamãe natureza. A mistura de simplicidade e fantástica beleza, dava uma aula de presença.

Um outro momento de descontração, mais com um sentido que revela algo sobre o local, foi quando um inglês perguntou para a gerente de um dos resorts (uma soma de casinhas de sapê com energia elétrica racionada):

– Hoje vai ter Happy Hour as 6?

E ela respondeu:

Claro que não! Aqui em Fiji toda hora é “Happy!”

Rimos muito e comentamos sobre isso na mesa! Realmente, tivemos muitas happy hours naquele país. Pude vivenciar tudo o que o documentário mostrou, que lugar! Outra coisa fantástica era que todos os momentos de chegada e despedida eram acompanhados por violão, ukulele e música local, emocionante!

Lugares como esse me fazem perceber o quanto sou pequeno perto da exuberância e imensidão do globo terrestre, é algo tão óbvio mas extremamente necessário para relembrar como somos nós que pertecemos a natureza, e não o contrário.

Quanto mais viajo, mais me aquieto com tanta demostraçao de que tudo está organizado, fluindo e respeitando um fluxo natural de celebração da vida. Quer aula melhor de meditação do que assistir ao nascer do sol? Quer aula melhor de como viver em comunidade do que observar peixes e corais se relacionando? Quer aula melhor de respiração do que acompanhar o movimento das ondas e marés?

Acho que não, da minha parte estou buscando fazer o mínimo, que é responder:  Presente, queridos professores!

Desejo que todo mundo um dia possa visitar Fiji e compreender o que eu contei aqui.

Vinaka Fiji, até uma próxima!

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Author Rodrigo Borges

Ócio Criador do Folga na Direção. Criativo por natureza, músico por vocação, ator por educação e empreendedor por diversas razões. Formado em Marketing e Agronegócio.

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