Fiji – Um mergulho na minha própria natureza

By 27 de junho de 2014 Na Estrada! No Comments

– Por Rodrigo Borges –

Uma das 4 leis indianas diz que sempre que nós começamos alguma coisa, começamos na hora certa e da forma adequada, e quem sou eu para discordar! Mas após 5 mergulhos de snorkeling em Fiji, me veio o seguinte questionamento: porque demorei 27 anos para descobrir o fundo do mar? E a resposta de consolação foi: porque antes você precisava assistir o documentário Mundos Internos, Mundos Externos (Inner Worlds Outer Worlds).

Esse documentário vem mudando minha forma de relacionar com o mundo e principalmente o meu olhar para a natureza, no caso, a minha própria natureza.

Produzido pelo canadense Daniel Schmidt, lançado em 2012 e disponível no youtube em 4 partes, o documentário explora de maneira fascinante a sabedoria antiga – Védica e Hermética – que afirma que “Assim como no microcosmo, também no macrocosmo”. Com riqueza visual ele faz um elo entre todas as religiões e a ciência, e mostra as diversas formas de entendimento do universo.

Tem muitos pontos para serem compreendidos neste documentário, e aos poucos a observação do dia a dia torna a teoria entendida na prática. Um exemplo disso foi este mergulho em Fiji, após ficar encantado com a parte que demonstra os padrões da natureza, encontrados repetidamente em humanos, plantas, animais e também no universo, pude vivênciar algo fascinante e de grande emoção: vi peixes, estrelas, corais e o sol se relacionarem em um espetáculo inédito na minha vida! A cada metro que eu nadava ia compreendendo essa relação que o diretor Daniel Schmidt demonstrou. Peixes vinham como pensamentos formando uma concepção e logo se dissipavam, corais com formas de cérebro e outros órgãos humanos retratavam os meus padrões internos e muitas formas que vi embaixo d’água me lembravam frutas e legumes.

Fotos retiradas da Internet, pois minha máquina registou imagens de baixa qualidade.
 

Os corais com mais de 10 cores diferentes, me faziam sentir presente e integrado à aquela aquarela marítima, quanta paz! O silêncio externo misturado com o barulho da respiração dava uma sensação de vida que só quem mergulhou sabe o que estou falando.

“A real crise em nosso mundo não é a crise social, política ou econômica. É uma crise de consciência, uma incapacidade de experimentarmos diretamente nossa verdadeira natureza. Uma incapacidade de reconhecer essa natureza em todos e em todas as coisas.”
trecho de Inner Worlds Outer Worlds

A sensação de voar foi outra coisa fascinante. Com visibilidade de mais de 25 metros, a imensidão azul fazia um convite para alçar vôos e mais uma vez céu e mar se misturavam na minha cabeça e lá fui eu realizar os bons e velhos sonhos de criança, quanta liberdade!

Como qualquer boa história tem um vilão, este ficou por conta do tubarão. Vivendo 3 meses na Austrália, país que tem uma relação muito próxima com esses animais, é impossível não pensar neste gigante do mar, e acho que foi de tanto pensar que a lei da atração fez sua parte. Quando caminhávamos na água, fomos surpreendidos por 3 pequenos tubarões que estavam a uns 5 metros de distância, por sorte não estávamos fazendo mais snorkeling. Que benção!

Nesse lugar de praias paradísicas e com o povo eleito como o mais feliz do mundo, o mergulho foi um presente que não estava no roteiro e que fez toda a diferença, tive a honra de começar em um dos melhores pontos para a prática do mundo, e ver este universo subaquático me fez sair ainda mais apaixonado pelo mar! Que honra fazer parte deste mundo, que honra ter semelhanças internas com este “mundo externo”! Agora se me perguntarem sobre o mar, posso falar com toda certeza que é bonito por fora e por dentro!

Depois de uma experiência tao incrível,  faço uma sugestão:

Assistam o quanto antes o documentário Mundos Internos, Mundos Externos. Você vai experenciar uma grande mudança na forma de se relacionar com o mundo. Em seguida saia da teoria e comprove na prática, observe a natureza mais próxima de você. Pegue uma fruta, um legume, uma planta ou faca ainda melhor, saia para um parque, uma praia ou um jardim, você vai ficar impressionado com tantas semelhancas e como tudo está realmente interligado. E claro,  se tiver a oportunidade de mergulhar, faça! O fundo do mar é sem dúvida nenhuma um destino único e fascinante. Aliás, se tiver algum mergulhador lendo este texto e quiser compartilhar sua experiência, por favor nos escreva, será muito bem vindo!

Vinaka Fiji, até uma próxima!

Author Rodrigo Borges

Ócio Criador do Folga na Direção. Criativo por natureza, músico por vocação, ator por educação e empreendedor por diversas razões. Formado em Marketing e Agronegócio.

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