Na estrada – Laos, um país que respira natureza

Na estrada – Laos, um país que respira natureza

By 24 de setembro de 2015 Na Estrada! One Comment

Quando alguém fala do Laos, o que vem na sua cabeça?

Se a resposta for, só sei que fica perto do Camboja e do Vietnã está tranquilo!rs…

Foi uma surpresa bem agrádavel chegar naquela terra de gente simples e natureza pacata com clima de cidade do interior com aspectos budistas e colonização francesa!

Separamos alguns momentos:

Nossa diversão começou um pouco antes, ainda na Tailândia, onde embarcamos no trem das 19:45 acompanhado e supervisionado por um funcinário que conferiu nosso ticket e nos direcionou até um quarto com camas suspensas com ar de primeira classe , o que muito nos surpreendeu, pois nossos tickets eram de segunda classe, mas há quase 4 meses mochilando, simplesmente abrimos um sorriso e subimos para nossos aposentos…rs. O trem partiu para nossa longa viagem de 12 horas…

20 minutos depois…

Paramos na estação e um casal abriu nossa cortina e nos mostrou os tickets com os números da nossa cama…resultado, o sonho da primeira classe tinha terminado, estávamos no trem errado e a próxima estação era a última possibilidade de pegar o trem que nos levaria para o Laos antes de uma bifurcação que nos levaria para longe. Bendito casal!

Descemos das camas correndo, e imediatamente começaram a juntar funcionários tailandeses para resolver o erro que um deles tinha cometido…Radio pra cá, tentativa de contato com a central e eles sem falar muito bem inglês, iam nos conduzindo pelos corredores até que chegamos entre um vagão e outro, e ali estava uma das cenas mais engraçadas das nossas vidas:

Um vagão inteiro de gringos bêbados com luzes neon, cantando Xuxa, em uma versão em espanhol inédita de Ilari ilari ê, ooooo! Quando nos viram, acharam que estávamos chegando para a festa, e não queriam nos deixar ir embora… Felizmente o trem parou em uma estação sombria e no meio do nada, e descemos para esperar o próximo…enquanto isso o trem seguia com os gringos cantando com o corpo pra fora das janelas …tipo cena de filme!

Chegamos no Laos!

O Laos foi um país coringa em meio ao mochilão, um lugar lindo, de natureza exuberante e com um grande diferencial para nós, com colonização francesa! Depois de 4 meses sem comer pão francês e croissant, isso conta muito! Por alguns dias isso contou mais que templos, meditação e monges…sair para comer um paozinho com manteiga, aquilo sim era divino, espiritual e trazia paz…

Mas e o Laos?

Eu também não sabia o que iria encontrar, mas quer um conselho? Passe 10 dias por lá! Muitos sugerem somente 3 ou 4 dias, e eu não sou muito fã de viagem que preza pelo número de carimbos no passaporte, gosto de me surpreender. Por lá 2 cidades e algumas experiências foram bem marcantes:

 

Luang Prabang: Tire um dia todo para conhecer as cachoeiras de água azul turquesa, e outros dois para viver o dia a dia pacato da região, conhecer os templos, conhecer as grutas gigantescas e meditar bastante.

Vang Vieng: Fique hospedado no pé das montanhas, em chalés de madeira, que custam pouco mais de 10 dólares por noite e o que mais recomendo é descer o percurso de mais de 4 km rio abaixo, em cima de uma bóia feita de câmaras de ar de trator. Descemos 3 vezes e é um estado de conexão total com a natureza.

Mas e a bebida?

Infelizmente o turismo sem respeito à cultura está chegando com muita força ao Laos, presenciamos muitos europeus e australianos em Vang Vieng comemorando a formatura com muita droga, bebida e desrespeito total à cultura local. Nesse ponto ficou uma reflexão de quem já teve muitos momentos como esses mais que há tempos vive diversões mais conscientes…

Quais atitudes e situações que coloco minhas vontades “normais”acima das aptidões naturais de um lugar ou de um ser vivo. Seja pelo prazer da comida, do luxo, da diversão…

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O Laos me mostrou os dois lados do mundo em um mesmo rio: a paz, o caos, o silêncio, o barulho, a loucura, o natural, o artificial e no meio daquilo tudo, eu e a minha insignificância perante esse 2 lados:

 Globalização com seus efeitos x Natureza exuberante sem muita proteção contra os “avanços”.

Sem fazer o eco-chato, quando for para algum país ou região de pessoas que tem uma cultura diferente da sua, entenda, respeite e aprenda com ela. Já sentimos por muitos anos os efeitos de colonizações sem responsabilidade não é mesmo, Brasil?

Sigo no fluxo da vida com plena consciência de que só posso ser responsável pelas minhas escolhas e embora situações apertem meu coração, sigo buscando trocar olhares e experiências com povos pacatos que me aquietam e me fazem reconhecer a essência livre do ser humano e assim compartilhar através desse veículo de evolução coletiva!

Leia mais sobre nossas viagens: A experiência que transformou a minha vida – Monastério em Myanmmar e Fiji – Um mergulho na minha própria natureza

 

Author Rodrigo Borges

Ócio Criador do Folga na Direção. Criativo por natureza, músico por vocação, ator por educação e empreendedor por diversas razões. Formado em Marketing e Agronegócio.

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