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Caronas que Inspiram – Carolina Bergier – Casa Sou.l

Carolina Bergier,  jornalista, educadora na área de sustentabilidade e Fundadora da Casa Sou.l
Depois de anos trabalhando com marketing, tirou um período sabático, quando trabalhou em comunidades agrícolas em Israel e Bali. Formada em Design para Sustentabilidade pela Educação Gaia, tem no seu belo trabalho a materialização de seus sonhos.

Conte pra gente um pouco sobre sua história de vida e como surgiu a idéia de fundar a Casa Sou.l.
Trabalhava com marketing de moda, adorava o que fazia, mas tinha uma insatisfação latente dentro de mim. No trabalho era uma pessoa, fora dele, outra. Vi um vídeo do TED sobre a Green School (saiba mais aqui!) e chorei por 15 minutos. Nunca tinha visto alguém falar com tanta paixão sobre algo que criou, sobre fazer algo que você ama. Lá, eles aprendem matemática estudando os fractais de um girassol. Me encantou ver uma escola toda de bambu, com o currículo sustentável, todo baseado na observação e respeito a natureza, na qual as crianças aprendem muito empreendedorismo social.

Pedi demissão 15 dias depois, com um acordo de que ficaria mais 4 meses. Cheguei em Bali depois de ter passado quatro meses em Israel, e como nunca tinha conseguido uma resposta nos emails que mandei para a Green School, fui trabalhar como voluntária em um hotel com uma proposta orgânica e holística. Um dia fui fazer uma visita guiada na escola, e pedi para falar com a coordenara dos voluntários. Ela me disse que só tinha uma vaga, e que precisava ser alguém que tenha trabalhado com marketing infantil (minha área na moda era essa), com varejo e que tenha sido monitora, que eu já tinha sido também. Era eu. Eles precisavam de mim e eu precisava deles.

Nesse meio tempo, escrevi um blog para compartilhar minhas experiências. Era uma autoanálise, um processo de autoconhecimento. Fiz para mim, meu pai e minha mãe, mas um dia tinham 1000 pessoas me lendo. E acho que é porque estava sendo muito transparente.

Na volta [fev/2012] eu já sabia que queria comunicar essas novas experiências e visão de mundo, e como tinha formação em jornalismo e percebi através do blog que minha capacidade de comunicação era um talento, comecei a mandar pautas para revistas, e também a dar aulas em escolas de ensino médio, sempre com a temática do autoconhecimento e sustentabilidade.

Depois disso, fiz um curso de design para sustentabilidade na Educação Gaia. Eles ensinam a desenhar uma sociedade mais sustentável nas relações com você e com o mundo.

No final do curso, minha irmã me ligou pedindo para dar meu telelefone para uma pessoa que estava a fim de conversar sobre projetos sustentáveis. Fomos tomar um café que durou quase 5 horas, tínhamos a mesma visão de mundo, ele também tinha passado por um ano sabático. Falei do meu interesse por educação. Uma hora depois que nos despedimos, ele me ligou dizendo que tinha uma casa em Santa Teresa. Quando entrei lá, sabia que faria algo muito lindo lá dentro. Eu e ele sabíamos que tinha muita gente também buscando uma vida com mais propósito e queríamos que essa procura tivesse mais suporte do que a nossa, que foi bem solitária. Seis meses depois, abrimos a Casa Sou.l, que  existe para inspirar as pessoas a seguirem seus sonhos.

Conseguimos transitar de um olhar muito interno, com workshops, cursos de autoconhecimento e atendimentos individuais, partindo para como isso se traduz no fora, através de conceitos como o emprendedorismo social, permacultura e economia criativa. Nestes sete meses, passaram pela Sou.l pessoas que mudaram radicalmente de vida, e outras que descobriram que já amavam o que faziam, mas precisavam simplesmente  mudar de perspectiva.

Conheça de perto o trabalho da casa Sou.l clicando aqui!

 

Como equilibra seu tempo entre ganhar dinheiro e apreciar a vida??
O jeito que ganho dinheiro hoje é, pra mim, uma linda maneira de apreciar a vida. Além da Casa Sou.l, sigo dando aulas e escrevendo, sempre sobre temáticas que acredito serem essenciais para inspirarem as pessoas a seguirem seus sonhos. Hoje, como amo profundamente tudo que faço, fica mais difícil dividir o tempo. Tudo é vida e nada é trabalho, no sentido literal da palavra, que vem do vocábulo latino “TRIPALIU”, denominação de um instrumento de tortura. Eu não quero ser torturada, quero seguir fazendo o que amo. Hoje não digo que trabalho. Eu sirvo. Estou a serviço da construção de um mundo mais consciente.

De que forma acredita que seu trabalho contribui para a vida das pessoas??
Todas as minhas frentes de serviço buscam reconectar as pessoas com quem elas realmente são, a entrarem no “vício de Ser”. Foi o meu caminho pra uma vida mais consciente e feliz e acredito que existem 7 bilhões de caminhos no mundo que levam a esse mesmo lugar, o importante é cada um descobrir o seu.

De todas as escolhas que você fez, alguma delas mudou o rumo da sua vida? Conte como foi.
Ter coragem pra largar uma vida estável e entrar numa aventura que eu não fazia ideia de onde daria. O ano sabático foi o começo de tudo isso.

Se você tivesse 5 minutos de atenção do mundo todo para um recado que acha fundamental para a humanidade, qual seria?
É batido, mas é tão real… “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, do Ghandi

O que gostaria que estivesse escrito em sua lápide, quando você encerrar a sua vida neste plano que vivemos? (moral da sua história)?

“Foi a mudança que queria ver no mundo”, ahahaha.

Compartilhe algo que inspire sua vida (artigo, texto, música, vídeo ou qualquer expressão que possa inspirar outras pessoas)?
Uau, são tantas…. O TED é uma plataforma incrível, que me surpreende diariamente. Tem um TED de um grande amigo, o Guilherme Lito, que não canso de ver:

Nosso combustível é a troca de informação portanto queremos te ouvir! Mande seus comentários, textos, ou experiências pra gente! Quem sabe o próximo entrevistado é você?!

 

Author Rodrigo Borges

Ócio Criador do Folga na Direção. Criativo por natureza, músico por vocação, ator por educação e empreendedor por diversas razões. Formado em Marketing e Agronegócio.

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