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Caronas que Inspiram – Marília Castelo Branco – Síndrome do Amor

POST Caronas que Inspiram Marilia Castelo Branco

Marília Castelo Branco é uma mulher fantástica, guerreira e cheia de amor para dar. Após ter um bebê portador de uma síndrome rara, abdicou quase 100% da vida de publicitária para fundar e voluntariar na Síndrome do Amor, uma instituição voltada para ajudar famílias que passam pelo mesmo problema que ela enfrentou. Linda entrevista!

Conte um pouco sobre a história da sua vida.
Nasci em São Paulo em 1964, filha de pais nordestinos. Depois de uma boa batalha, estudos e muito esforço meu pai se tornou um empresário de sucesso na indústria de plásticos. Ele era um grande empreendedor. Minha mãe, desde que nasci cuidava de amigos e parentes que não tinham uma vida fácil na sua terra. Ela os recebia em casa, os encaminhava a médicos, ajudava nos remédios e jamais perdeu o contato com ninguém, até hoje. Estudei em colégio de freiras super tradicional, viajei por boa parte do mundo e me casei aos 15 anos. Com a paixão dos 15 anos. Vivi 20 anos nesse casamento, morei em várias cidades. Tive dois filhos, Léa hoje com 34 e Nathan, 31. Sou avó de duas meninas, Sophia, 9, Helena, 6. Nos mudamos para Campinas, depois para Ribeirão Preto já que procurávamos uma cidade mais tranquila para os filhos adolescentes. Em 2000 nos separamos amigavelmente. Meus filhos continuaram os estudos aqui e logo eu já tinha uma nova paixão. Sou boa nisso…rs. Vivi quase 5 anos nesse segundo relacionamento que teve como fruto um bebezinho muito diferente e inesperado: O Thales.

Como surgiu a Sindrome do Amor?
Ela começou com uma comunidade no Orkut que já nem existe mais. Eu tinha um filho com uma doença genética grave, a Síndrome de Edwards ou Trissomia do 18, e precisava conhecer pessoas que me ajudassem a cuidar do meu bebê. Comecei uma comunidade “Pais de Crianças Especiais”. Minha intenção na época era bem definida: precisava aprender como fazer para que o Thales não morresse. Só que ela, a comunidade, cresceu muito e rápido. Fui aconselhada por uma das mães, advogada, a oficializar o grupo. Assim teríamos mais força. Sem nem imaginar com seria, fui. Hoje assistimos mais de 700 famílias em todos os estados do Brasil e 5 países! Quando o Thales virou estrelinha eu já tinha centenas de mães olhando pra mim. Sem dúvida essa responsabilidade me ajudou a superar as perdas e não esquecer que a vida tinha que continuar…

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A Sindrome do Amor é uma ONG ou instituição?
Na minha visão as duas coisas e ao mesmo tempo nenhuma delas. Somos um grupo de apoio afetivo muito específico. Nos preparamos para ajudar no olhar diante de uma situação dolorosa e imutável. Acompanhamos famílias cujos filhos ou terão uma vida muito curtinha ou mais longa com limitações muito grandes.

Hoje sua vida é dedicada à Sindrome do amor ou você tem trabalho paralelo?
Ah, sou voluntária na Síndrome do Amor e preciso pagar as contas. Antes deter o Thales eu trabalhava em agência de propaganda. Criava campanhas para concessionárias, construtoras. A convivência com ele mudou tudo. Perdi a “pegada” das vendas…entrei em crise. Hoje 80% do meu dia acordada é dedicado à Síndrome do Amor os outros 20% atuo como mediadora de crises entre clientes e empresas na internet. É algo que posso fazer de madrugada…rs. É bem complicado conciliar tudo. Optei por uma vida bem mais simples pra poder trabalhar do que acredito.

De que forma acredita que o seu trabalho contribui para as famílias das pessoas que você auxilia?
É tudo muito simples, não fácil, mas simples. Existe uma situação, um filho com uma doença genética gravíssima e por vezes rara sem a possibilidade de qualquer tratamento. Ajudamos na educação do olhar. A dor sempre nos toma toda a atenção. Não sabemos lidar com as perdas. Olhamos para ela e esquecemos que é apenas uma parte, e mais: Onde há amor não há o que perder. Somente o amor é eterno.

Diante dessas situações as pessoas ficam sozinhas. Acreditam que seus amigos e mesmo familiares os abandonaram, mas isso quase nunca é verdade. O fato é que pouquíssimas pessoas estão preparadas para trazer esperança para alguém que está perdendo o contato com ela. Fugimos do sofrimento, por medo. Simplificando, não deixamos essas famílias se esquecerem de ver a verdadeira função de seus filhos. Eles não são vítimas, são grandes agentes transformadores, provocam sentimentos e compaixão. Algo que salva o mundo. Com um sentido toda experiência é positiva.

Se você tivesse 5 minutos de atenção do mundo todo para um recado que acha fundamental para a humanidade, qual seria?
Só o amor pode nos salvar. Amor Incondicional, aquele que nos faz agir sabendo que fazemos parte de um TODO, portanto temos participação por tudo de bom e ruim que acontece no Universo. Precisamos treinar amor, perdão e humildade. E isso é urgente!

O que gostaria que estivesse escrito em sua lápide, quando você encerrar a sua vida neste plano que vivemos? Moral da sua história.

“Esteja onde estiver vou precisar do seu sorriso pra ser feliz”

Compartilhe conosco um filme, livro ou artigo que inspira sua vida.
Nossa são muitos. Mas um filme que me marcou muito foi o “Quem quer ser um milionário”. Primeiro porque com esse título eu tinha uma expectativa que não foi alcançada e mesmo assim fiquei surpreendida positivamente no final. Isso daria um livro sobre expectativas…rs. Depois porque me identifiquei muito com a coisa do sucesso estar ligado a uma sucessão de vivência práticas. Quando você precisa muito ser forte tudo o que viu, ouviu, leu vêm à mente como um tipo de combustível de superação.

Livros, dois basicamente: “Consolações da Filosofia”, do Alain de Botton e “Em Busca de Sentido”, do Viktor Frankl . Ambos me trouxeram luz, muita luz no momento exato!

Assista o TEDx da Marília!

Leia outras histórias inspiradoras como essa AQUI!

 

Author Da Cabine

Rodrigo Borges é ócio Criador do Folga na Direção, criativo por natureza, músico por vocação, ator por educação e empreendedor por diversas razões. Formado em Marketing e Agronegócio. Roberta é empreendedora, publicitária, filha de artista, reikiana, aquariana, yoguini, viciada em viagens, ama meditação e espiritualidade. Carioca de coração, e totalmente apaixonada pela dupla sol e mar! Da cabine comandam o Folga na Direção!

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