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Economia Criativa – Mundo em transformação

Economia Criativa – Mundo em transformação

By 5 de dezembro de 2014 Combustível One Comment

bulb idea with growing graph– Por Roberta Martiniano –

A primeira vez que ouvi falar nesse termo foi a 4 anos atrás, ao final de uma reunião de negócios em São Paulo. Recebi o cartão de visita de um dos participantes, logo abaixo do nome dele vinha a assinatura “Economia Criativa”.  Fiquei mega intrigada, curiosa e com uma pulga atrás da orelha…o que viria a ser isso, meu Deus? O cara não tinha perfil de artista, de criativo e nem era descolado. Era um senhor dos seus 58 anos, usava óculos com lentes parrudas, gravata, calça social e pintava o cabelo (a única característica que o fazia parecer mais criativo, pois a cor era um castanho mel, estranho, para um senhor).

Enfim, os anos se passaram e, sem que eu tenha ido atrás de me aprofundar no assunto e hoje, 4 anos depois, me vejo totalmente rodeada de pessoas que usam esse termo com muita naturalidade e praticam de fato essa nova “cultura”. Com sou totalmente apaixonada por esse movimento, resolvi compartilhar aqui, afinal o próprio Folga na Direção é regido por essas novas diretrizes.

Economia Criativa  é um termo abrangente, um conceito que engloba todos os profissionais que oferecem serviços baseados no conhecimento e à capacidade intelectual, não se limitando apenas às chamadas Industrias criativas ou culturais, como agencias de comunicação, produtoras de filmes e etc. Abrange também educação, atividades científicas, gestão, área financeira, ou seja, qualquer atividade econômica mas com um toque próprio e inovador.

A era da economia criativa reconhece o valor dos processos colaborativos e da prevalência de aspectos intangíveis. É a economia do conhecimento, do conteúdo, da tecnologia, da autenticidade.

Na verdade, é um conceito ainda em construção, mas é sabido que sua prática volta-se à economia do intangível, do simbólico. Essa concepção da economia prevê os ciclos de criação, produção, difusão, circulação/distribuição e consumo e serviços caracterizados pela prevalência de sua dimensão simbólica originada por setores cujas atividades econômicas têm como processo principal o ato criativo, gerador de valor, o propósito ou causa maior, que resulta em produção de riqueza cultural.

Este é o motivo pelo qual a aplicação desses conceitos – incluídos na definição da Economia Criativa – a empresas e aos negócios em geral, é um requisito fundamental para sair do lugar comum da competição acirrada por participação de mercado em produtos e serviços existentes.

O movimento já está acontecendo de forma clara. Hoje os jovens não querem mais trabalhar em grandes empresas e, sim, ter liberdade para criar e sentir que o trabalho que desempenham é importante para a sociedade. O negócio tem que ter um propósito, tem que melhorar ou facilitar a vida das pessoas de alguma forma. Não adianta pensar no dinheiro em primeiro lugar, ele é consequência.

Esse vídeo da Futurista Lala Deheinzelin, uma das pioneiras do trabalho no país, explica bem tudo isso:

Vamos às dicas práticas:

Descubra sua causa

Entenda a necessidade das pessoas para oferecer um produto ou serviço que tenha relevância. Não pense primeiro no dinheiro, o lucro é consequência.

Saia do mundo das idéias e bote o projeto para rodar

Boas ideias não viram negócios sozinhas. Planeje, pesquise e implemente. Pense num produto simples e viável, que possa ganhar escala.

Crie um protótipo

Com a internet, é possível lançar um produto sem que ele esteja completamente finalizado, aperfeiçoá-lo e corrigindo de acordo com o retorno dos usuários. Assim, ele chega ao mercado já testado e as chances de dar errado são menores.

Use técnicas de mensuração

Mensure o impacto do que está criando. Trabalhe com pesquisas qualitativas e quantitativas, pois os investidores estão acostumados a número e resultados.

Capacite-se em gestão

Nem sempre um empreendedor criativo é um bom administrador. Estude sobre gestão ou cerque-se de pessoas com conhecimentos complementares.

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Author Roberta Martiniano

Empreendedora, Designer em Sustentabilidade pelo Gaia Education, gerente de projetos, publicitária, filha de artista, reikiana, aquariana, yoguini, viciada em viagens e música, ama meditação e espiritualidade. Carioca de coração, e totalmente apaixonada pela dupla sol e mar!

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