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Humildade – Fincando os pés na terra

By 11 de abril de 2014 Combustível One Comment

– Por Guilherme Lito –

Após buscar semelhanças entre as pessoas que respeito, encontrei algumas características que estes apresentavam em comum.

Einstein: ”Não quero ser um gênio… já tenho problemas suficientes ao tentar ser um homem.”

Gandhi: ”Eu reivindico ser um indivíduo simples suscetível de errar como qualquer outro mortal. No entanto tenho humildade suficiente para confessar os meus erros e refazer meus passos. ”

Paulo Freire – “A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.”

Confúcio: “A humildade é a única base sólida de todas as virtudes.”

Leonardo da Vinci: “Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes.”

Isaac Newton: “Se vi mais longe do que outros, foi por estar sobre os ombros de gigantes.”

Frase Sócrates: “Só sei que nada sei”

O que esses caras tem em comum (entre outras coisas) é que eles entendem que nós somos um eterno vir a ser, estamos num processo constante de evolução e assumem que eles, como nós, estão longe de saber sequer uma pequena parcela do que é compreensível no mundo (universo e tudo mais) que dirá o que é incompreensível ou irracionalizável. Eles são, em essência, humildes. Nesse momento de extrema curiosidade que vivo fui atrás das raízes dessa palavra para ver o que poderia aprender nessa jornada e tive uma agradável surpresa.

Wikipedia: Humildade vem do latim humus que significa “filhos da terra”. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas…
Muito confundida com Modéstia (não encontrei muitas referência que validassem essa comparação, mas a ideia é legal), pode ser exatamente o contrário, o modesto tem falta de ambição, a humildade pode estar no ato de reconhecer que em determinado momento estamos sendo ambiciosos ao invés de gananciosos.”

Olha só que interessante, muitos acham que o humilde é aquele cara que fica de cabeça baixa, que não quer fazer o melhor que pode, mas não é bem isso. O humilde, ao contrário do modésto, reconhece seu lugar com muita consciência (tem o pé na terra), mas de maneira alguma está parado. Muitas vezes inclusive por reconhecer tudo o que ele não é, tem muito mais ímpeto e curiosidade para ir à frente, se incomodar de maneira saudável com seu estado atual e desbravar novos mares para, de novo, reconhecer onde está, para então ir à frente novamente. Não precisa dizer mais nada sobre isso dado os avanços que esses homens supracitados trouxeram para a história da humanidade (sem entrar nos méritos sobre a atual validade e interpretação do pensamento e teorias que cada um deles trouxe para a atualidade).

Vale ressaltar que essa palavra foi utilizada em excesso por religiões em contextos que trazem muito sofrimento. A busca por essa palavra nas imagens do Google mostra essa conotação de pena, de dó, de uma tentativa de fazer com que nós reconheçamos de que não somos melhores do que ninguem (o que é legal) mas trás aquela imagem de que já nascemos devendo, de que não somos ninguém e/ou somos eternos devedores. Isso, confesso, não está de acordo com o caminho que meu coração tem vibrado e não é para essa conotação que gostaria de trazer luz hoje.

Humildade também é uma daquelas palavras que é difícil encontrar tradução para o inglês. A melhor tradução para saudade me parece “I miss you” (eu sinto falta de você), que passa uma ideia negativa de fazer falta, de ausência, enquanto saudade trás uma ideia de valorização da pessoa. Humildade também não é fácil de traduzir. Em inglês seria humble ou humbleness, o que já trás em sua definição uma referência à diminuição, à própria modéstia anteriormente descrita.

Muitas pessoas (e acredito eu cada vez mais) estão num processo de desprogamação, reconhecendo o efeito que um ego desequilibrado pode ter na nossa concepção de vida, visão de mundo e, menos filosoficamente, no próprio dia a dia e em diálogos (que egoicamente muitas vezes se tornam discussões). Essas pessoas normalmente acabam entendendo o valor que existe em se tornar humilde. Quando eu tive meu primeiro grande estalo de que estava na hora de baixar a bola e calçar as sandalhas da humildade, me veio uma frase que tenho usado frequentemente, e é com ela que gostaria de encerrar o post lhes fazendo um convite:

Na vida e no dia a dia para nós será muito mais valioso sair melhor do que sair por cima. O humilde sai melhor, o ser adormecido sai por cima, “ganhando” a discussão e deixando de entender que o benefício maior dela não está naquele momento, mas no que aquele momento trás de aprendizado para toda a caminhada que está por vir, afinal só existe o presente e esse eterno vir a ser que é a vida. Estaremos mais evoluidos no próximo presente devido à evolução deste aqui?

E você, está querendo sair por cima ou melhor?

Texto cedido por Guilherme Lito autor do blog Evolucionários.

Conheça a história desse cara criativo, empreendedor e inovador em Caronas que Inspiram  com Guilherme Lito.

Author Rodrigo Borges

Ócio Criador do Folga na Direção. Criativo por natureza, músico por vocação, ator por educação e empreendedor por diversas razões. Formado em Marketing e Agronegócio.

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  • Guilherme disse:

    Antes de ler esse texto, eu não tinha ideia de como o assunto humildade é então elevado e tão dificil de falar também, mas agora eu acabo de ler esse texto e entendo melhor a humildade. parabens e aguardo mais textos cheios de luz como este!

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