fbpx
Nômade – O passado nos condena!

Nômade – O passado nos condena!

By 19 de outubro de 2014 Combustível No Comments

– Por Rodrigo Borges –

Recentemente relendo o livro O Ócio Criativo, parei em uma passagem que muito me chamou a atenção:

“O antigo nômade ainda vive dentro de nós, não morre nunca, e, quando a gente menos espera, a sua inquietude neurótica desperta do sono para nos obrigar a sair por aí” – Domenico de Masi

O termo nômade provém de pasto, pastorear. Os pastores, assim como os caçadores, precisavam se deslocar continuamente para encontrar novos pastos, novas caças e novas frutas. Um povo sem moradia fixa que se deslocava constantemente de lugar.

Portanto, à partir disso, fica explícito que nosso histórico é nômade! E eu sempre me perguntando sobre esta inquietação que a anos me acompanha, a inquietação da mudança eterna. Falei um pouco destes ciclos aqui!

Situações que você vai se identificar, pois também faz parte dessa tribo:

  • Mudar de cidade, de casa, de escritório, de alimentação, enfim, mudanças te inspiram?
  • Provar o novo, desde uma nova roupa, um novo instrumento ou um novo lugar para meditar, um álbum de música, ou repaginar algum canto da casa para dar a sensação de mudança, te faz mais feliz?
  • Viajar seja por um dia, um final de semana, uma semana, um mês, um ano muda seu estado de espírito?

Sentiu algo em comum? Bem-vindo ao grupo!

Agora o maior desses sintomas para mim sempre foi quando sem mais nem menos vinha uma vontade desesperada de viajar! Quando eu olhava alguém em algum lugar de natureza, me vinha o sentimento de pegar as coisas e ir junto! Quando via um amigo indo para a Amazônia, Peru, Tailândia ou Indonésia, a coisa ficava ainda mais difícil de segurar!

“A viagem representa sempre ansiedade e curiosidade. ” –Domenico de Masi

Acho que viajar é melhor forma de expressar mudança. Mas não quero defender a história de viajar pelo mundo como a única saída. Logicamente concordo que é maravilhoso, mas para alguns uma difícil tarefa para o momento, pois tem empresa, trabalho, compromissos, família e outras prioridades.

Levantei esses pontos com a intenção de mostrar que a hereditariedade nômade está em todas as escolhas, está presente todos os dias. A vida é uma eterna mudança, seja através de viagens pelo mundo ou viagens internas. Esta inquietação natural de cada um faz parte da nossa relação com este habitat natural chamado mundo. Isso não é exclusividade minha ou sua, mas de todo ser humano, pois tudo muda a todo momento, e você pode escolher seguir seu instinto ou simplesmente brigar contra a evolução e ficar na mesma caverna vendo a vida passar lá fora.

Esse olhar para o passado explicou o meu desejo insaciável de querer o novo, querer pastorear outros lugares. A busca pelo alimento fresco, por experimentar outros sabores, por não suportar a rotina e inventar ou reinventar trajetos e relações, sempre foi mais forte. Para mim a troca sempre foi necessária e inevitável, alguns diriam que isto é insatisfação, fuga ou coisa assim…fuga até concordo, acho que não tem nada de errado em fugir, sair por aí para se entender…agora insatisfação, não me venha com essa conversa pois sou muito grato a cada passo dado nesta vida e a cada nômade que encontrei neste caminho! O negócio é mais carnal, saca? Necessidade de troca, troca de energia, troca de experiência, troca de ambiente, troca de refil! E de quem é a culpa? Culpa? Sei lá…deixo essa conta dos meus antepassados, até porque este paradoxo entre cidadão (ser que mora na cidade) e nômade já dura pelo menos 5 mil anos. A aldeia ou porto, o deslocamento ou a caverna, questões que sempre conviveram dentro das nossas cabeças . Ou vai falar que nunca se perguntou sobre o que está fazendo por aqui, qual é o propósito da sua vida, das sua escolhas, das suas viagens…

Agora que sabe que o nosso passado foi genuinamente nômade, que tal respeitar nosso instinto e permitir cada vez mais sair da caverna, mudar de pasto e encontrar novas tribos sem culpa nenhuma!

Kia ora (palavra Maori para saudação e despedida), grande abraço!

 

_________________________________________________________________________

Conheça o Foco na Direção, nosso programa de evolução pessoal. Liberamos o acesso ao o primeiro módulo, acesse AQUI!

Author Rodrigo Borges

Ócio Criador do Folga na Direção. Criativo por natureza, músico por vocação, ator por educação e empreendedor por diversas razões. Formado em Marketing e Agronegócio.

More posts by Rodrigo Borges

Gostou? Então deixe aqui seu comentário!