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O poder dos Mantras

– Por Roberta Martiniano –

Escolhi compartilhar esse ensinamento aqui pois os Mantras estão presentes diariamente na minha vida há muitos anos e exercem um poder enorme sobre minhas emoções, pensamentos e sensações. Gostaria que todos os nossos leitores pudessem experienciar ou pelo menos conhecer o poder de cura desse ritual. Felizmente o ocidente está absorvendo cada vez mais a milenar cultura oriental, que tem tanto a nos ensinar, e os mantras são valiosas ferramentas para quem busca serenidade e momentos de profunda meditação.

Os Mantras vem do sânscrito e significam: Man (mente) e Tra (controle). São originários do hinduísmo porém são utilizados em outras religiões também. Eles são uma formula mística recitada ou cantada repetidamente a milhares de anos e por isso acredita-se (acredito!) que possuem uma energia única e especial, sendo assim, quando os entoamos nos conectamos com essa força que eles representam.

Funcionam como os mudras: um gesto repetido por tantas pessoas durante tantos séculos que criou-se um tipo de “caminho energético” – que podemos chamar de marca no akasha, ou no inconsciente coletivo – que é rapidamente seguido pela psique da pessoa que o executa. Parte do princípio de que nossa mente é inquieta e rígida, por isso a utilização dos mantras nos ajuda a desligar a “usina do pensamento” e nos deixar levar pelas energias superiores e de constância que os mantras nos proporcionam.

Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los, e o mais interessante é que não é preciso saber o significado das palavras para que eles produzam efeito sobre nós! Muitos praticantes utilizam o japamala (foto abaixo), uma espécie de rosário utilizado para contar a repetição de 108 vezes que um mantra geralmente deve ser entoado.

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Este processo pode ser em três níveis: sussurado, cantado ou mentalmente. Quanto mais desenvolvida a concentração do ‘Sadhaka’ (praticante), maior será a sua capacidade de mantralização na forma mental. O poder sutil das palavras recitadas num mantra é uma qualidade abstrata que só pode ser observada por meio de seus efeitos. Neste sentido, o mantra age de forma unica em cada um, pois seu poder está além das imagens e das palavras, é totalmente empírico. A experiência interna de cada um é autentica, pois é uma experiência meditativa, e quando nos dirigimos às pessoas que não a tiveram, podemos apenas sugeri-la por meio de palavras, o que pode deturpar a experiência alheia. Dessa forma, tradicionalmente, todos os meditadores tântricos mantinham secretos os resultados de suas práticas, contando-os apenas aos seus melhores amigos, para assim guardar sua energia interna. Como resultado, tudo que eles desejavam fazer com a mente (desenvolver a compaixão, a serenidade, Iluminação) sempre dava certo. Esse é o motivo por que aconteciam tantos milagres e experiências especiais no início das linhagens tântricas: os meditadores sabiam muito bem como cuidar de sua preciosa energia mental interna.

A força do poder de cura de um mantra depende também da clareza de intenções daquele que o recita. A qualidade da motivação de quem recita um mantra revela seu desenvolvimento espiritual.??Uma pessoa pode recitar mantras para adquirir bens materiais e poder pessoal. No entanto, sua força será muito maior quando ela o recitar para desenvolver compaixão e amor, porque esta é a força original do mantra. Ao desenvolver essa energia dentro de nós, teremos mais vitalidade e disposição para realizar nossos projetos de vida, pois elimina os obstáculos mentais criados pelo medo e pela preguiça. A energia de Tara nos ajuda a colocar velozmente as idéias em ação.??Uma idéia não colocada em prática é apenas um pensamento. Quando colocamos nossas idéias em ação, damos vida e energia para os nossos pensamentos.?? Recitar o seu mantra nos ajuda a eliminar as interferências internas como medo e ressentimento. Traz proteção, fé e coragem.

Da teoria à pratica, seguem alguns mantras bastante praticados nas religiões orientais e seus respectivos significados:

Om – É o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto. O Om é o som do universo e a semente que “fecunda” os outros mantras. É o símbolo da Divindade Suprema.

Om Shanti – Entoado para evocar a Paz (Shanti). Deve ser repetido 3 vezes que representa a paz no corpo, na fala e na mente.

Om Namah Shivaya – “Om, inclino-me perante Shiva” ou “Om, inclino-me perante o meu divino Ser interior”

Om – É o princípio da universalidade, do vir a ser, ou seja, é um gatilho.
Namah – É saúdo, felicito.
Shivaya – É Consciência, Fundamento do Ser.

Om Tare Tuttare Ture Soha Om: Ajuda a superar o medo e a ansiedade, mas os devotos acreditam também que pode conceder desejos, eliminar o sofrimento de todos os tipos e trazer felicidade.

Tare: anexos Liberação e sofrimentos temporária dos três reinos inferiores.
Tuttare: Liberar os anexos e os sofrimentos do samsara dos três reinos inferiores.
Ture: Grande liberando os obscurecimentos sutis, apegos a paz pessoal e individual de felicidade perfeita pensar.
Soha: Que estas bênçãos nos corações e ter em mente.

Leia também: Meditação, As quatro leis indianas, Teoria da Crise

Author Roberta Martiniano

Empreendedora, Designer em Sustentabilidade pelo Gaia Education, gerente de projetos, publicitária, filha de artista, reikiana, aquariana, yoguini, viciada em viagens e música, ama meditação e espiritualidade. Carioca de coração, e totalmente apaixonada pela dupla sol e mar!

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