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Ele realizou o sonho: viajou todos os países do mundo!

By 6 de abril de 2015 Da Janela One Comment

podell

A história desse homem é tão incrível que resolvemos compartilhar a entrevista dele para National Geographic aqui, vejam só!

Albert Podell, um ex-editor da Playboy, fez o que todos nós sempre pensamos em fazer mas que só poucos conseguem: viajar por todos os 196 países do planeta.

Ele demorou 50 anos. No caminho ele foi perseguido por um búfalo, quebrou alguns ossos, comeu comidas muito estranhas, foi preso, roubado, e quase linchado. Mas ele sobreviveu para contar a história em seu novo livro, “Around the World in Fifty Years: My Adventure to Every Country on Earth” (Ao redor do mundo em cinquenta anos: minha aventura por todos os países da terra).

Falando de sua casa em Nova York, ele falou sobre o que de fato constitui um país, os melhores lugares para comer churrasquinho de mico, explicou que smartphones estão fazendo os jovens serem menos aventureiros, e que o seu lugar preferido ainda é os Estados Unidos.

Frank Zappa dizia, “You can’t be a country till you have a beer and an airline” (Não dá pra ser um país enquanto não tiver uma cerveja e uma companhia aérea). Não é tão simples assim, né?

A frase ainda diz que ajuda ter uma arma nuclear, mas a cerveja é a coisa principal. [Risos]. Então, o que é um país? A Convenção de Montevideo dos Direitos e Deveres dos Estados de 1933 lista cinco critérios para ser um país. Mas, nos dias de hoje, um país é definido pelo que as cincos maiores potências concordam como sendo um país. Todo mundo reconhece todos os membros da ONU, todos os 193, como países.

A maioria das pessoas reconhecem Taiwan como um país, mas infelizmente ele não é um membro da ONU, porque foi impedido de ingressar pela China. Kosovo também é um país, mas foi impedido pela Rússia. E o Vaticano, apesar de muito pequeno e pouco populoso, é um país reconhecido. No entanto, a Santa Sé (jurisdição do vaticano) decidiu que era mais vantajoso diplomaticamente manter seu status de observador na ONU, ao invés de operar com filiação completa. Com esses três, temos 196.

viagem

Eu, o repórter,  estive em 72 países, mas minha esposa diz que eu trapaceio porque eu considero lugares onde eu fiz escala de avião. Qual seu critério em ter “visitado” um país?

Eu não quero dizer que você trapaceou, mas no meu critério, você provavelmente trapaceou. Minhas regras são as seguintes:

1 – Tem que ser um país reconhecido no momento em que você for lá.

2 – Você tem que conseguir um visto ou entrar legitimamente.

3 – Você tem que ter um carimbo no passaporte.

4 e 5 – Isso é meio flexível, mas eu acho que você precisa pelo menor ir na capital, ficar por 24h no mínimo, e se possível cruzar o país em uma direção.

Você precisa fazer uma visita de verdade. Quando você faz uma conexão ou escala, você normalmente nem vai na alfândega, então acho que sua esposa está certa. Você tem uma mulher inteligente. [Risos]

papua

Qual o momento mais apavorante que você teve durante as viagens?

Sem dúvida, quando eu fiquei a um momento de ser enforcado no leste do Paquistão. Minha expedição tinha cruzado o leste do Paquistão horas antes da guerra contra a Índia começar, em 1965. Nós fomos para Dhaka, capital do que era o leste do Paquistão – hoje em dia Bangladesh – e ouvir que haveria uma marcha dos paquistaneses contra a agência de informação dos Estados Unidos, porque tínhamos vendido muito armamento e equipamento miltar para a Índia.

Eu queria tirar uma fotos. Tinha esse prédio incrível que ficava na diagonal do outro lado da rua, com uma varanda grande e uma balaustrada onde eu podia me esconder pra fotografar. Eu atravessei a rua e fui pego por dois soldados. O prédio que eu queria ir era o Ministério da Defesa do Paquistão. [Risos]

Eles me arrastaram pra um quarto onde tinham uns 40 defensores civis gritando “Espião indiano! Espião indiano! Enforquem ele! Enforquem ele!”, e o zelador saiu. Ele voltou com uma corda grossa, jogou por cima de uma viga, fez um nó e enrolou no meu pescoço. Parecia que ia ser o fim ali mesmo.

Captura de Tela 2015-04-05 às 22.00.14Você comeu umas refeições bem esdrúxulas nas suas viagens. Vamos lá, me horrorize.

Eu como quase tudo, menos espécies em extinção. Eu comi o cérebro de um macaco vivo em Hong Kong. Eu comi carne de camelo velha, que meio que desliza na sua boca e cobre com gordura.

Um dos meus maiores desafios foi comer um rato. Em Malawi, eles comem ratos. Mas ninguém queria me dizer onde achar um “churrasquinho de rato”, porque eles protegem como um segredo, vestígio do tempo onde eram tão pobres que precisavam caçá-los dos buracos para comer.

Finalmente, no último dia, achei um amigo que concordou em me levar para o interior numa churrascaria onde eles serviam ratos por 10 dólares. Chegamos lá umas 4 da tarde. O cara fazendo o churrasco estava limpando o restaurante. “Eu não conheço seus hábitos de alimentação americanos”, ele disse, “Mas em Malawi, só comemos ratos para o almoço. E estamos fechados agora.” [Riso estridente]

Por Simon Worral, National Geographic

 Tradução: Folga na Direção

Author Da Cabine

Rodrigo Borges é ócio Criador do Folga na Direção, criativo por natureza, músico por vocação, ator por educação e empreendedor por diversas razões. Formado em Marketing e Agronegócio. Roberta é empreendedora, publicitária, filha de artista, reikiana, aquariana, yoguini, viciada em viagens, ama meditação e espiritualidade. Carioca de coração, e totalmente apaixonada pela dupla sol e mar! Da cabine comandam o Folga na Direção!

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  • Fábio Luis Précoma disse:

    E a gente fica vendo a vida passar esperando pelo momento ideal de se aventurar e fazer o que realmente gostaria na vida. Por medo, comodismo, ou pela falta da noção de que estamos aqui s´o de passagem …

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