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Biz.u – Pessoas não são recursos

Biz.u – Pessoas não são recursos

biz.u

Todo mundo passa pela dificuldade de não ter experiência e procurar um emprego. Ou pela complicação de ser qualificado e não encontrar espaço no mercado. Aceitar um emprego numa empresa que não tem nada a ver com você profissionalmente, pelo dinheiro ou pela oportunidade. Estar na empresa que você gosta, mas na posição errada. Na posição que você gosta, mas na empresa errada. Enfim, muita gente concorda, por experiência própria, que contratar pessoas e/ou ser contratado é uma coisa complicada para ambos, empresas e pessoas. Parece muitas vezes um trabalho que ninguém quer fazer. Um ótimo exemplo disso é o problema de alto turnover (rotatividade de funcionários) das empresas brasileiras. Mudar de funcionário o tempo inteiro é um problema, causa mais gastos, perda de conexão com os clientes e treinamento de novas pessoas, dispensando quem já tinha conhecimento de como a empresa funcionava. Pois é, problemas estão aí para serem resolvidos. Alguém tem um bizu?

Equipe Bizu _ App Store

Pra gente do Folga na Direção, a dica seria tentar alguma coisa diferente do tradicional. É com essa ideia que a gente começa a história da Biz.u, cujo nome brinca com a palavra “bizu”, gíria militar que significa dica ou sugestão, e com a expressão business and you. Rafael Chaves, Wagner Andrade e Felipe Bazilio são três caras muito inteligentes com uma bondade de coração enorme. Uma visão não tradicional do mercado de RH é exatamente o que esses três possuem: Bazilio é economista, Rafael é administrador e Wagner é publicitário, vem de áreas diferentes entre si, e nenhum deles do mercado de RH: “Na minha opinião, a biz.u é a biz.u porque nenhum de nós vem do mercado de RH. Acho que por isso a gente inova. A gente aceita repensar os modelos estabelecidos de fazer RH.”, conta Rafael.

Os três se conheceram em um curso da aceleradora PIPA, no início de 2013, e a sincronia foi ao acaso: “A gente não tinha se falado muito durante o curso, mas no final do curso, fomos instigados a resolver um problema real da sociedade em grupo. Quando falaram da dinâmica, olhamos um pro outro e resolvemos nos juntar.”, conta Felipe. Começaram a pensar no processo de RH, nas contratações e demissões constantes que geravam o alto turnover, e numa forma de “humanizar” o processo seletivo. A ideia recebeu o título de melhor projeto do curso. Ali nascia a Biz.u.

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Esse “diferencial” de ter uma ideia de startup de RH muito inovadora, mas não ter ninguém da área, foi pauta logo de início. Os três uniram-se a uma psicóloga para auxiliar o processo, olhar pro cenário de RH no Brasil, e começaram a mapear como seria seu modelo. Como prêmio do PIPA, foram inscritos em um curso para validar seu modelo de negócios, chamado LSM (Lean Startup Machine), da SuperNova Labs, de São Paulo.

Pra quem não conhece, pode ser um pouco difícil de entender o que a Biz.u faz, de forma prática. Há duas formas de entender o trabalho: a partir da relação com as empresas e com as pessoas.

Na relação com empresas, a Biz.u quer mostrar que um bom RH não se faz só com uma sala de jogos ou promovendo um café-da-manhã semanal com o presidente da empresa. É necessário fazer um reconhecimento de pessoas de perto, diariamente, a todo momento. Essa não é uma tarefa fácil. Se uma empresa muda 30% de seu pessoal, muda tudo, inclusive os problemas. RH é um trabalho sem fim, pois as empresas estão constantemente mudando, e os três estão muito cientes disso: “Nosso desafio é realmente cuidar da empresa, trabalho de formiga, passo a passo, estando perto das pessoas no dia-a-dia, para mostrar que reconhecimento de pessoas é muito importante e pode dar sucesso. É um trabalho de mãe, e esse é um dos motivos pelo qual paramos de falar “O Biz.u” e agora chamamos de “A Biz.u”, artigo feminino. Isso mudou não só o nome, mas a nossa forma de trabalhar.”, diz Felipe.

A relação com pessoas é mais simples (e linda!): qualquer um pode se cadastrar na página da Biz.u (http://www.bizu.vc), respondendo 48 perguntas que irão te “encaixar” em um dos 16 perfis criados pela empresa, e ficar aberto para ser contatado e receber informações. Os perfis são divertidos, vão de “Mente Brilhante” a “Coração do Grupo”, com descrições contundentes e atrativas. Wagner explica: “A gente quis quebrar essas nominações tradicionais, de presidente, diretor, coordenador, e inventar taglines divertidas. Ajuda a gente a entender mais as pessoas, ir atrás de quem elas são, das características técnicas e até mesmos pessoais.”. O banco de cadastros da Biz.u já possui milhares de pessoas.

arquetipos bizu

No ano de 2014, a Biz.u foi aprovada no processo de aceleração no Startup Rio, teve sua plataforma desenvolvida e estruturada, e foi incubada no coworking Arca Urbana, onde já está há mais de 6 meses. No dia 18 de maio de 2015, realizaram seu evento de lançamento da plataforma, num evento aberto realizado no próprio coworking. Felipe enfatiza a relação com a Arca Urbana: “É importante falar da Arca Urbana e dos mentores que a gente tem aqui. As grandes decisões relacionadas a Biz.u que a gente toma são feitas em grupo, com profissionais de alto nível que vem de backgrounds muito diferentes, com muita experiência de vida, por quem a gente tem uma admiração grande. Isso é muito importante pra nós.”. Dentro da Arca, a Biz.u está alocada num espaço de coworking chamado Mezanino Criativo, com outras 8 startups. “Criamos colaborativamente com startups de segmentos de trabalho diferentes, fizemos ações de intervenção urbana com a Múrmura, vídeos de lançamento com a Cadenza Filmes,entrevista com o Folga na Direção… (risos).”

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Lançamento da plataforma Biz.u

Equipe Completa

Biz.u + Arca Urbana (Fabio Fabri à esq., Fred Dantas centro, Luis Magalhães à dir.)

Uma das coisas que o Folga quis perguntar e trazer pra essa entrevista é como a Biz.u se organiza no seu próprio reconhecimento humano, por ser uma startup de RH. O Felipe rebateu na hora com um bom exemplo: “Quando a gente começou a pensar na Biz.u, fizemos uma dinâmica na mesa do bar pra se conhecer. Botamos na mesa as questões pessoais, os piores podres (risos), abrimos o jogo totalmente porque a gente confiava um no outro como pessoa e profissional. Conhecer a vida um do outro é importante, pra entender porque um de nós às vezes age de certa forma, entender a situação de vida e não ficar criando suposição, intriga. Expondo o pessoal, a gente para de levar tudo pro pessoal”.

Vamos finalizar a entrevista com uma fala muito significativa do Rafael: “A Biz.u quer permitir que as pessoas sejam quem elas são. Quando pensamos no cenário corporativo, a gente entende que o ser humano é o centro da gestão. Gostamos de ver RH não como sigla de recurso humano, mas reconhecimento humano. Pessoas não são recursos, mas sim autonomia, maestria, propósito e colaboração”. Visite o site dessa empresa sensacional (http://www.bizu.com.vc), descubra qual é o seu perfil e vida longa à Biz.u!!

Se gostou, leia também: Clube Orgânico: Trocando Felicidade e CARPE Projetos Socioambientais – Transformação de espaços com harmonia!

Author Albano Moura

Jornalista do mundo e produtor audiovisual em busca de novos lugares, pessoas e ideias. Soteropolitano (logo percussionista), apaixonado pela natureza e pelo conhecimento.

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Join the discussion 2 Comments

  • Marcus Teixeira disse:

    “Uma visão não tradicional do mercado de RH é exatamente o que esses três possuem”. ???
    A Metodologia DISC já existe em grandes players de RH do Brasil, não é novidade. Ela é muito mais complexa do que o Site propõe. Outra, ela está aplicada de forma errônea pela Biz.u. Vai uma dica aí? Abraços!

    • Biz.u disse:

      Olá Marcus, tudo bem? Obrigado pelo seu comentário. Mas a diferença que propomos é justamente não usar a metodologia DISC, e mais, estabelecer uma conexão entre perfil pessoal e cultura organizacional. Isso em um ambiente online. Te convido a experimentar o nosso método e, caso represente alguma empresa, fazer um teste criando seu perfil organizacional. Oferecemos a possibilidade da empresa anunciar uma vaga sem custo! Vá lá e experimente, quem sabe a Biz.u comece a fazer sentido pra você! :) Abraços e novamente obrigado pela oportunidade da troca!

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