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Insatisfação + reflexão = Gratidão!

– Por Roberta Martiniano –

Gostaria de falar de algo que tem me chamado atenção a um tempo. Moro a quase três meses em Gold Coast, uma das cidades que oferece melhor qualidade de vida da Austrália, que por sua vez, é um dos países com melhor qualidade de vida no mundo.

Não que eu tenha imaginado que quando chegasse aqui iria encontrar pessoas lindas, felizes e saltitantes de alegria, não…mas inocentemente achei que aqui não haveriam pessoas estressadas, reclamonas ou insatisfeitas com a “calamidade pública”.

Os dias foram passando e pouco a pouco fui percebendo que aqui as pessoas reclamam sim, e muito! Meus vizinhos reclamam da situação da cidade (perfeita aos meus olhos), das mudanças de horário dos ônibus, que estavam previstos para passar as 10:15 mas passaram as 10:19…terrível! Eles tem medo de sair na rua após as oito da noite por medo de serem assaltados ou roubados, afinal houve UM caso de roubo no início do ano em uma loja de conveniência no qual o ladrão usava uma faca de passar manteiga e o dono da loja o espantou a grito!

Hoje fui atendida por uma vendedora que estava exausta e estressada. Fui trocando uma idéia com ela para entender o motivo do mau humor e ela me disse que não aguentava mais tanto trabalho, estava louca para ir pra casa pois trabalhou a semana toda (de terça a sexta = 3 dias) até as 5:30 da tarde!

É impossível não comparar com nossa realidade no Brasil. Tudo isso chega a ser cômico e, inevitavelmente, vira motivo de piada entre nós.

Essas ocorrências me fizeram refletir sobre a questão RECLAMAÇÃO: Será que a reclamação está no gen humano? Será que é aprendido socialmente? Será que é genuíno? Será que essa vendedora tem um sonho de morar na Suíça, pois lá sim é o primeiro país no mundo em qualidade de vida? Será que não é suficiente para essas pessoas habitarem um dos dez melhores países para se viver no mundo? Será que não é suficiente o que o país oferece:

-Praias maravilhosas e limpas todos os dias;
-Segurança a qualquer hora e em qualquer lugar;
-100% de acesso à cadeirantes nas ruas e estabelecimentos;
-Onibus pontual e impecável;
-Suporte financeiro semanal do governo para quem está desempregado;
-Carga horária de trabalho 6 horas por dia;
-Salário mínimo suficiente para viver confortavelmente e sem preocupações;
-Igualdade social entre outras coisas…

Adoraria presenciar a reação dessa moça ao ver a realidade de uma vendedora da 25 de março na semana do natal!…Duvido que não iria parar, repensar e ser muito grata pela vida que tem!

Será que nós brasileiros também reclamamos demais? Será que um somaliano ao nos ouvir reclamando da situação do Brasil também vai achar que reclamamos de barriga cheia, que temos tudo na mão, vida fácil, terra fértil, comida fácil, asfalto nas ruas, energia elétrica em quase todo país?…acho bem provável…

A conclusão que eu chego é que sempre queremos mais, e a insatisfação já se tornou algo inconsciente e constante. Observando essa diferença cultural, ficou ainda mais claro pra mim que precisamos re-pensar, re-figurar, re-valorizar. As vezes é necessário olhar para baixo para dar valor ao que temos, somos e pertencemos. Invariavelmente encontraremos situações muito mais difíceis e penosas que a nossa em que as pessoas são super felizes e gratas pela vida que têm. Há sempre, sempre, sempre uma razão para ser grato, pense nisso.
Menos insatisfação e mais gratidão!

Bom final de semana a todos!

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Author Roberta Martiniano

Empreendedora, Designer em Sustentabilidade pelo Gaia Education, gerente de projetos, publicitária, filha de artista, reikiana, aquariana, yoguini, viciada em viagens e música, ama meditação e espiritualidade. Carioca de coração, e totalmente apaixonada pela dupla sol e mar!

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